sicnot

Perfil

Mundo

Falta de tradutor adia julgamento de acusados de atentado de Banguecoque há um ano

O julgamento de hoje de dois uigures acusados de terem colocado uma bomba num templo da capital da Tailândia há um ano foi adiado devido à ausência de um tradutor da língua daquela minoria muçulmana turcófona da China.

Os suspeitos Mohamad Bilal e Yusufu Mieraili, identificados como uigures, minoria muçulmana da região chinesa de Xinjiang, foram acusados, em novembro último, de dez crimes, incluindo conspiração, homicídio premeditado e posse de explosivos, na sequência do atentado perpetrado contra um popular templo hindu no 'coração' de Banguecoque, em agosto de 2015, que fez 20 mortos e mais de uma centena de feridos.

O juiz do tribunal militar anunciou hoje o adiamento do julgamento até à próxima audiência prevista, marcada para 15 de setembro, segundo uma jornalista da agência AFP que esteve presente na sala de tribunal, embora interdita de tirar apontamentos.

O único tradutor dos suspeitos, um uzbeque, foi detido por crimes relacionados com droga em junho e encontra-se atualmente em fuga e a defesa não conseguiu encontrar um novo tradutor a tempo, segundo alegou hoje o advogado de ambos.

Os dois acusados figuram como os únicos detidos pelo atentado que a polícia considera ter sido uma represália de grupos de crime organizado relativamente a uma suposta campanha contra o tráfico de seres humanos.

A investigação, com irregularidades e declarações contraditórias por parte da polícia e da junta militar, alimentou uma série de especulações sobre os motivos por detrás do atentado, cuja autoria não foi reivindicada.

Uma das teorias ligava o ato terrorista à deportação para a China, semanas antes, de uma centena de uigures que esperavam poder viajar para a Turquia em busca de asilo, hipótese alimentada por o templo onde ocorreu o ataque ser muito popular entre os turistas chineses.

Lusa

  • "Este é o elefante na sala sobre a saúde!"
    1:43

    País

    Catarina Martins acusa o Governo de estar alinhado com a direita na promoção de negócios privados na área da saúde. O Bloco de Esquerda quer uma nova lei de bases aprovada até ao final da legislatura e arrancou ontem com um ciclo nacional de sessões públicas para defender o Serviço Nacional de Saúde.

  • Marido de idosa que morreu na Sertã teve de caminhar durante duas horas para pedir ajuda
    1:44

    País

    A Altice garantiu esta sexta-feira que tentou agendar, por duas vezes, a reposição da linha telefónica na casa da idosa da Sertã, que morreu na semana passada por não ter comunicações que permitissem um socorro rápido. A mulher sentiu-se mal e o marido teve de caminhar durante duas horas para conseguir chegar à casa do vizinho mais próximo e pedir ajuda.

  • "No meu bairro perguntam-me se a medalha é de ouro e dizem que ma vão roubar e vender"
    4:46
  • Como é que alguém (Rúben Semedo) com tanto pode perder tudo?
    3:05