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Maduro afasta funcionários a favor de referendo revogatório

© Handout . / Reuters

O Partido Socialista Unido da Venezuela, de Nicolás Maduro, anunciou que o Presidente ordenou a vários ministros que afastem dos cargos, no prazo de 48 horas, os funcionários públicos que assinaram a petição solicitando um referendo revogatório presidencial.

O anúncio foi feito pelo dirigente socialista, Jorge Rodríguez, durante uma conferência de imprensa em Caracas em que explicou que "por ordens do presidente do partido, Nicolás Maduro, foram citados cinco ministros do Gabinete Executivo": da Alimentação (Rodolfo Marco Torres), de Indústrias Básicas (Juan Bautista Arias), das Finanças (Rodolfo Medina), da Presidência (Jesus Salazar Velásquez) e do Trabalho (Oswaldo Vera).

O objetivo é "debater alguns tópicos relacionados com o desenvolvimento do trabalho nesses ministérios e estabelecer, de maneira categórica, que não pode haver, em cargos de direção, nos ministérios, instituições públicas, governações e câmaras municipais, pessoas que estejam contra a revolução e contra o Presidente Nicolás Maduro", justificou Rodríguez.

Segundo o responsável "foi-lhes entregue, a cada um desses ministros, os nomes das pessoas que, de forma pública, expressaram a sua proximidade com a direita venezuelana e participaram no processo de autorização ao partido da direita para a ativação do 'falecido' referendo revogatório".

"Têm um prazo de 48 horas para que estas pessoas, que têm cargos, cargos considerados de confiança, de direção, tenham outro destino laboral", frisou.

A 09 de março a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática, solicitou ao Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela que iniciasse um processo para submeter o chefe de Estado a um referendo revogatório para determinar se continuará a gerir os destinos do país.

A oposição quer realizar o referendo revogatório ainda em 2016 e tem acusado o CNE de atrasar a calendarização das diferentes etapas do processo.

Se o referendo se realizar até 10 de janeiro de 2017 deverão ser convocadas novas eleições presidenciais, segundo a legislação venezuelana.

Se o referendo for convocado para depois dessa data, o vice-presidente da Venezuela, atualmente Aristóbulo Isturiz, assumirá os destinos do país até 2019, quando termina o atual mandato presidencial.

Simpatizantes de Nicolás Maduro e ministros do seu Governo têm insistido que será impossível realizar o referendo ainda em 2016.

Lusa

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