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Relatório de inquérito a armas químicas na Síria divulgado até final de agosto

O inquérito realizado em 2015 por um grupo de peritos da ONU para identificar os responsáveis pelos ataques químicos na Síria foi concluído e o relatório deverá ser divulgado esta semana, informaram esta segunda-feira diplomatas.

O grupo de 24 peritos (Missão de Investigação Conjunta) foi criado em agosto de 2015, após os ataques com gás de cloro contra três aldeias na Síria, que provocaram a morte a 13 pessoas.

A missão foi estabelecida pelas Nações Unidas e pela Organização para a Proibição de Armas Químicas.

No total, os investigadores examinaram nove casos de ataques químicos, a maioria atribuído pelos países ocidentais às forças governamentais sírias.

O relatório final deverá ser entregue até ao fim deste mês ao Conselho de Segurança da ONU, que ameaçou impor sanções aos responsáveis identificados de forma categórica.

Mas a Rússia e a China, que protegem o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, podem bloquear as sanções.

Paris, Londres e Washington acusam o regime sírio de utilizar armas químicas, mas Moscovo afirma que a oposição síria também as utilizou.

"Esperamos que a missão estabeleça de maneira absolutamente clara que houve ataques químicos na Síria e, caso o consiga provar, quem foi responsável por cada um deles", afirmou o embaixador britânico, Matthew Rycroft.

O representante permanente adjunto de França na ONU, Alexis Lameque, considerou que o Conselho de Segurança deve assumir as suas responsabilidades, independentemente do resultado.

Em junho, a missão divulgou um relatório intercalar no qual referia que ainda não tinha "provas credíveis e de confiança".

O trabalho dos peritos tem sido prejudicado pela insegurança na Síria e depende da boa vontade das autoridades sírias.

Lusa

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