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Míssil lançado pela Coreia do Norte entrou na zona de defesa aérea do Japão

O míssil balístico lançado pela Coreia do Norte, a partir de um submarino, entrou na zona de identificação aérea do Japão pela primeira vez, afirmou hoje o primeiro-ministro, Shinzo Abe.

"Esta é a primeira vez que um míssil da Coreia do Norte foi lançado a partir de um submarino para a zona de identificação aérea do nosso país", disse Abe aos jornalistas, de acordo com a televisão pública NHK.

Shinzo Abe qualificou o ato de "imperdoável", considerando que constitui uma "grave ameaça" para a segurança do Japão e indicou que, apesar de ambos os países não manterem relações diplomáticas, Tóquio apresentou o seu protesto formal a Pyongyang através da sua embaixada em Pequim.

O míssil caiu em águas que correspondem à zona de identificação aérea (ADIZ) - área em que o Estado titular da mesma exige identificação às aeronaves estrangeiras que a atravessem.

Pelo menos um míssil lançado a partir de terra, em março último, tinha atingido já a ADIZ, mas esta foi a primeira vez que tal sucedeu com um disparado a partir do mar, segundo especificou o Ministério da Defesa do Japão à agência noticiosa AFP.

Depois do lançamento, que teve lugar pelas 05:30 (21:30 de terça-feira em Lisboa), o governo japonês confirmou que o projétil não causou danos a navios ou aeronaves na zona.

O míssil foi lançado a partir da costa de Sinpo (província de Hamgyong do Sul), onde o regime norte-coreano tem o seu centro de desenvolvimento de submarinos, e percorreu aproximadamente 500 quilómetros, segundo fontes militares sul-coreanas.

A ser assim, o teste realizado por Pyongyang foi o mais bem-sucedido dos que realizou até à data, colocando em relevo o perigo que o programa armamentístico norte-coreano representa a nível regional e global.

A natureza móvel dos submarinos - tecnologia que Pyongyang poderá dominar, segundo especialistas, nos próximos três a quatro anos - ampliaria em grande medida o alcance do arsenal balístico norte-coreano e tornaria muito mais difícil detetar os seus lançamentos.

O ensaio de hoje coincide com a realização, em Tóquio, de uma cimeira trilateral que reúne os ministros dos Negócios Estrangeiros do Japão, China e Coreia do Sul.

A diplomacia japonesa manifestou o seu desejo de que o lançamento e o programa de mísseis e armas nucleares em geral da Coreia do Norte ocupe parte significativa da agenda do encontro.

Lusa

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