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Sismo em Myanmar danifica célebres pagodes de Bagan e faz três mortos

Um dos pagodes em Bagan, Myanmar

© Soe Zeya Tun / Reuters

Um sismo de magnitude 6,8 que ocorreu esta quarta-feira no centro de Myanmar danificou vários dos célebres pagodes de Bagan, importante local turístico do país, anunciou a polícia, coma imprensa a dar conta de três vítimas mortais.

"Vários pagodes célebres ficaram danificados durante o tremor de terra", anunciou à agência France Presse um responsável da polícia de Bagan.

Uma turista espanhola ficou ligeiramente ferida quando visitava o local, numa queda devido ao abalo.

Aung Kyaw, responsável pelo sítio arqueológico de Bagan, indicou danos em "seis dezenas de pagodes" do local arqueológico mais célebre de Myanmar.

O sismo ocorreu ao final do dia, numa altura em que muitos turistas visitam o local para observar o por do sol sobre os milhares de pagodes.

Segundo o instituto norte-americano de geologia USGS, o epicentro do sismo localizou-se na região de Magway, em Chauk, uma pequena cidade do centro de Myanmar, a cerca de 30 quilómetros de Bagan.

"Um homem de 22 anos morreu no desabamento de uma casa" na localidade de Pakokku, na mesma região, declarou à AFP Han Zan Win, deputado do parlamento regional.

A imprensa birmanesa refere ainda a morte de mais duas pessoas.

O hipocentro (local do foco do sismo) foi a 84 quilómetros de profundidade e o terramoto abalou edifícios em Rangum, a capital económica birmanesa, e foi sentido na capital tailandesa, Banguecoque, mas também em Calcutá, na Índia, e no Bangladesh.

Numa zona industrial dos subúrbios de Dacca, duas dezenas de operários ficaram feridos quando tentavam fugir do edifício em construção onde trabalhavam, indicou a televisão local.

O USGS estimou que o impacto do sismo será "relativamente localizado", mas alertou para a "grande vulnerabilidade" de muitos edifícios na região.

Bagan, com os seus milhares de pagodes budistas construídos entre os séculos X e XIV, é particularmente vulnerável.

Myanmar espera que o local seja classificado como património mundial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Lusa

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