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ONU felicita Colômbia e pede aplicação exemplar do acordo de paz

Reuters

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, felicitou a Colômbia pelo acordo de paz, alcançado entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e pediu um esforço "determinado e exemplar" para que seja aplicado.

"O secretário-geral [da ONU] deseja felicitar calorosamente o Presidente Juan Manuel Santos, o líder das FARC, Timoleon Jiménez, e as suas equipas negociadoras em Havana pelo seu árduo trabalho e perseverança para chegar a esta etapa do processo", disse, em comunicado, o gabinete do porta-voz de Ban Ki-moon.

O acordo de paz, sem precedentes, firmado na quarta-feira, surge depois de quase quatro anos de duras negociações em Cuba, para acabar com mais de meio século de guerra civil.

O secretário-geral das Nações Unidas saudou ainda as organizações e os cidadãos que contribuíram para as conversações com as suas propostas e incentivos e aos países que atuaram como garantes do processo de paz (Cuba e Noruega) e aos que o acompanharam (Chile e Venezuela).

"Agora que as negociações terminaram, vai ser necessário fazer um esforço igualmente determinado e exemplar para implementar os acordos", assinalou.

Ban Ki-moon também lançou um apelo à comunidade internacional para que preste "todo o seu apoio à Colômbia nesta nova e transcendental etapa do processo de paz".

As Nações Unidas vão esforçar-se por "dar continuidade e intensificar o apoio que durante anos ofereceu em nome da paz através das suas agências, fundos e programas", disse.

A esse apoio juntar-se-á agora, como recordou, a missão da organização no país que encarregar-se-á de verificar o cumprimento do cessar-fogo e o abandono das armas por parte das FARC.

"Estaremos ao lado da Colômbia no seu empenho por construir um futuro em paz", sublinhou Ban Ki-moon.

A guerra na Colômbia, que começou em 1964, é o último grande conflito armado nas Américas e provocou a morte a 260.000 pessoas, deslocou 6,9 milhões e deixou 45.000 desaparecidos.

Ao longo dos anos, atraiu vários grupos rebeldes de esquerda e paramilitares de direita. Os cartéis de droga também têm alimentando a violência no maior país produtor de cocaína no mundo.

Os três anteriores processos de paz com as FARC terminaram em fracasso.

Contudo, depois de uma grande ofensiva das forças governamentais entre 2006 e 2009, as FARC, enfraquecidas, concordaram em sentar-se à mesa das negociações.

O acordo tem agora de ser aprovado pelos colombianos num referendo, que vai realizar-se a 02 de outubro, segundo anunciou, esta noite, o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, num discurso à naç

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