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Número de mortes por armas de fogo no Brasil cresceu 592,8% em 34 anos

O número de homicídios por armas de fogo passou de 6.104 em 1980 para 42.291 em 2014, o que representa um crescimento de 592,8%, segundo o "Mapa da Violência 2016 - Homicídios por armas de fogo no Brasil".

Os 42.291 homicídios incluem-se nas 44.861 mortes por armas de fogo, sendo as restantes relativas a acidentes, suicídios e mortes indeterminadas, de acordo com a pesquisa coordenada pelo investigador Julio Jacobo Waiselfisz, ligado à Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

No relatório lê-se que "44.861 mortes em 2014 representam 123 vítimas de armas de fogo a cada dia do ano e cinco óbitos a cada hora", um "número bem maior do que temos notícia de grandes chacinas e cruentos atentados pelo mundo".

A cada dia, lê-se no documento, morre no Brasil praticamente "o equivalente aos massacres de Paris de [13 de] novembro de 2015, quando morreram 137 pessoas, incluindo sete dos agressores", numa referência aos atentados provocados pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

Na faixa etária entre 15 e 29 anos, houve um crescimento de 699,5% nos homicídios por armas de fogo: de 3.159 em 1980 passaram para 25.255 em 2014.

O estudo revelou também que o número de pessoas negras mortas por armas de fogo é 2,6 vezes maior que o de pessoas brancas.

O levantamento mostra que entre 2003 e 2014 houve uma queda de 27% na mortalidade de brancos por armas de fogo e um aumento de 9,9% na de negros.

A investigação concluiu também que 94,4% dos brasileiros mortos por armas de fogo são do sexo masculino.

Em termos de regiões, a taxa média de homicídios por armas de fogo no nordeste em 2014 foi de 32,8 por 100 mil habitantes, "bem acima da taxa da região que vem imediatamente a seguir, centro-oeste, com 26", segundo o relatório.

Lusa

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