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ONU condena assassínio de vice-ministro boliviano

​As Nações Unidas condenaram, esta sexta-feira, o assassínio do vice-ministro do Interior da Bolívia, Rodolfo Illanes, espancado até à morte por mineiros que o tinham sequestrado, e instaram as autoridades a unir esforços para punir os culpados.

A ONU expressou a sua posição num comunicado difundido na capital boliviana, La Paz, em que considera "gravíssimo e lamentável" o que sucedeu na quinta-feira.

A organização internacional assinalou que as autoridades policiais e judiciais devem "identificar, processar e sancionar os autores morais e materiais deste grave ato de violação dos direitos à vida e à integridade física".

O corpo do vice-ministro, assassinado na quinta-feira pelos mineiros que o sequestraram, foi encontrado envolto numa manta na estrada perto do lugar onde estava retido.

Illanes morreu na sequência de um derrame cerebral causado por golpes na cabeça, segundo um exame forense.

A ONU também lamentou "os protestos extremamente violentos dos mineiros organizados em cooperativos nas últimas semanas, os quais provocaram a morte de três trabalhadores do setor e centenas de feridos", entre mineiros, polícias e jornalistas.

Neste sentido, pediu aos mineiros que reflitam sobre a prática dos bloqueios como medida de pressão porque afetam "indiscriminadamente os direitos da maioria da população" e acarretam perdas económicas.

A ONU fez ainda um apelo aos mineiros organizados em cooperativas e ao governo para que iniciem, "de imediato, um diálogo sem condições, sincero e construtivo sem recorrer à violência" para alcançar soluções duradouras.

A polícia deteve mais de uma centena de mineiros que participaram nos bloqueios no planalto onde foi sequestrado e assassinado Illanes.

O protesto dos mineiros bolivianos degenerou em violência esta semana com o bloqueio de estradas que levou a confrontos com a polícia.

A Federação Nacional de Cooperativas Mineiras (Fencomin), outrora um forte aliado de Evo Morales, convocou o protesto por tempo indeterminado depois do fracasso das negociações com o governo sobre nova legislação.

Os mineiros exigem mais concessões de minas, o direito a trabalhar para empresas privadas e maior representação sindical.

Lusa

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