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Alemanha espera 300 mil refugiados em 2016

A Alemanha espera receber este ano até 300 mil requerentes de asilo, menos de um terço do total de refugiados que entrou naquele país em 2015, indicou hoje o Gabinete Federal para a Imigração e os Refugiados (BAMF).

"Estamos a preparar a chegada de 250.000 a 300.000 requerentes de asilo este ano", declarou o presidente do BAMF, Frank-Juergen Weise, numa entrevista ao jornal Bild am Sonntag.

"Podemos assegurar serviços com eficiência até 300.000 chegadas. Se chegarem mais pessoas, estaremos sob pressão e passaremos para um modo de crise. Mesmo assim, não nos encontramos nas condições que foram registadas no ano passado", acrescentou o responsável.

Em 2015, cerca de 1,1 milhões de migrantes chegaram ao território alemão, um recorde absoluto que levou ao limite os serviços administrativos responsáveis pelos pedidos de asilo e que testou a solidez da chanceler alemã Angela Merkel e do seu governo de coligação.

O número de chegadas de migrantes provenientes do Médio Oriente e do Afeganistão na Alemanha tem vindo a diminuir gradualmente, em parte devido ao encerramento da rota migratória dos Balcãs e à assinatura de um acordo controverso entre a União Europeia (UE) e a Turquia em março passado, negociado para travar a vaga migratória da costa turca para as ilhas gregas, uma das principais entradas na Europa.

Segundo Frank-Juergen Weise, as autoridades alemãs têm registado progressos no registo de pedidos de asilo, mas provavelmente não vão conseguir avaliar até ao final do ano os cerca de 530.000 casos que ainda estão em falta.

A integração dos migrantes autorizados a ficar na Alemanha no mercado de trabalho vai ser um processo "tedioso e caro", de acordo com o mesmo funcionário, que mesmo assim continua otimista sobre as perspetivas a longo prazo.

"Nós podemos fazer isso", declarou o presidente do BAMF, repetindo a frase que Angela Merkel usou no início da crise migratória.

"Finalmente fomos capazes de gerir muito bem o que estava errado no início desta crise [há cerca de um ano]. E a economia na Alemanha está bem, podemos assumir isto", reforçou.

Lusa

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