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Número de mineiros acusados pelo assassínio de vice-ministro boliviano sobe para nove

Um tribunal boliviano ordenou, na noite de domingo, a detenção de mais três mineiros acusados de assassinar o vice-ministro do Interior, Rodolfo Illanes, elevando o total de acusados para nove.

O Ministério Público indicou, em comunicado, que o mineiro Agustín Choque ficará detido na prisão de alta segurança Chonchocoro, e que Clemente Colque e Paulino Layme vão para a prisão de Patacamaya.

Os mineiros são acusados de assassínio, roubo agravado, organização criminal, posse ilícita de explosivos e de atentados contra membros de organismos de segurança do Estado.

Na madrugada de domingo, uma juíza ordenou a prisão de outros seis mineiros, incluindo o presidente da Federação Nacional de Cooperativas Mineiras (Fencomin), Carlos Mamani, também acusados no âmbito do assassínio.

A acusação do Ministério Público indica que Illanes foi assassinado na quinta-feira passada depois de ter sido sequestrado por mineiros quando se deslocou à localidade de Panduro, a 180 quilómetros de La Paz, para mediar um conflito.

Os mineiros "sequestraram o vice-ministro para o levarem para a comunidade de Belén, na colina de Pucara, onde, com malícia e premeditação, lhe tiraram a vida", indica um comunicado do Ministério Público, difundido no sábado.

A autópsia revelou lesões nos centros nervosos superiores, uma lesão vascular, hemorragia subdural, edema cerebral, traumatismo craniano, poli traumatismo facial, torácico, genital e das extremidades.

Illanes foi torturado durante seis ou sete horas antes de morrer, segundo os exames realizados ao seu cadáver.

Os mineiros bolivianos estavam em protesto, que degenerou em violência com o bloqueio de estradas, exigindo mais concessões de minas, o direito a trabalhar para empresas privadas e maior representação sindical.

Lusa

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