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China condena o ataque "extremista e violento" contra a sua embaixada no Quirguistão

© Vladimir Pirogov / Reuters

A China condenou hoje o ataque suicida "extremista e violento" contra a sua embaixada em Biskek, no Quirguistão, que deixou pelo menos três pessoas feridas, afirmando esperar que o país vizinho "investigue o assunto imediatamente".

"Estamos profundamente chocados e condenamos firmemente este ataque", sublinhou a porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Hua Chunying, numa conferência de imprensa em Pequim.

Um carro explodiu hoje após embater contra o portão da embaixada chinesa na capital do Quirguistão, informou a polícia, causando a morte do condutor e ferimentos em dois funcionários da embaixada e uma mulher.

Uma fonte do serviço de segurança nacional do país da Ásia Central disse à agência France Presse que um "dispositivo explosivo" foi colocado dentro veículo.

Hua não classificou o incidente como um ato terrorista, repetindo a postura adotada pela imprensa estatal chinesa.

"Já pedimos ao Quirguistão para que tome todas as medidas necessárias para assegurar a segurança do pessoal chinês e que investigue a fundo o assunto, para que os responsáveis sejam julgados", disse.

A porta-voz apontou que, até ao momento, "nenhuma organização reivindicou a autoria do ataque", e reiterou que a China "está a cooperar com o Quirguistão" e que pediu ao país vizinho para que "nos mantenha informados e revele as informações o mais rápido possível".

"Preservamos a segurança das missões diplomáticas da China no exterior, e tomaremos todas as medidas necessárias para as salvaguardar", acrescentou.

O vice-primeiro-ministro do Quirguistão, Zhenish Razákov, disse aos jornalistas no local que "o terrorista suicida ia ao volante de um Mitsubishi Delica. Os três feridos são cidadãos do Quirguistão".

O país, habitado maioritariamente por muçulmanos, tem um passado recente marcado por instabilidade política e extremismo islâmico.

Desde que em 1991 se tornou independente da antiga União Soviética, o Quirguistão sofreu dois golpes de Estado, enquanto confrontos étnicos foram responsáveis por centenas de mortos.

As autoridades do país anunciam frequentemente que frustraram atentados terroristas planeados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O Quirguistão faz fronteira com a China, Cazaquistão, Tajiquistão e Uzbequistão.

O ataque ocorre nas vésperas de a China acolher a cimeira do G20, na cidade de Hangzhou, na costa leste do país.

A China regista frequentemente violentos conflitos étnicos em Xinjiang, região autónoma no noroeste do país habitada pela minoria étnica uigur.

Lusa

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