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Mais nove jornalistas detidos na Turquia

As autoridades turcas detiveram nove jornalistas, incluindo o chefe de redação do diário Hurriyet, por alegadas ligações a Fetullah Gullen, acusado de ter orquestrado a tentativa de golpe de Estado em julho, noticiou o jornal.

Ao todo, o gabinete do procurador de Istambul emitiu mandados de detenção para 35 pessoas, acusadas de estarem relacionadas com as unidades das forças armadas que tentaram derrubar o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a 15 de julho, de acordo com o site do Hurriyet.

Entre os jornalistas detidos, acusados de propaganda a favor de Gulen, conta-se Dincer Gokce, chefe de redação do site anglófono do Hurriyet.

Oito jornalistas, detidos em Istambul, Ancara e na província de Kocaeli (noroeste), são atuais ou antigos funcionários dos diários Bugun, Radikal e Yeni Safak, e do antigo jornal da oposição Zaman, indicou a televisão turca NTV.

Pelo menos 18 suspeitos deixaram o país e oito continuam a ser procurados pelas autoridades, acrescentou.

O governo turco acusou Gullen, exilado nos Estados Unidos, de ter orquestrado a tentativa de golpe de Estado e desencadeou uma purga nas forças armadas, polícia, justiça, educação, empresas e comunicação social contra os apoiantes do religioso.

O antigo imã desmentiu qualquer implicação na tentativa de golpe de Estado.

Vários jornalistas encontram-se sob prisão preventiva, a aguardar julgamento, incluindo Nazli Ilicak, antiga deputada, que foi despedida do diário pró-governamental Sabah em 2013 depois de ter criticado ministros envolvidos num escândalo de corrupção, orquestrado - de acordo com Ancara - também por Fetullah Gulen.

Lusa

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