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Chavistas e opositores em Caracas a favor e contra Nicolás Maduro

Nos próximos dois dias chavistas e opositores vão de novo medir forças nas ruas de Caracas, uns em defesa do Governo do Presidente Nicolás Maduro e outros procurando impulsionar a sua saída da Presidência da República.

Os revolucionários vão ser os primeiros a "tomar" as ruas de Caracas, em resposta a um apelo do chefe de Estado que denunciou que setores opositores estão a preparar, com o apoio dos Estados Unidos, um golpe de Estado para 01 de setembro.

A manifestação do chavismo começa hoje e, segundo o Partido Socialista Unido da Venezuela, os simpatizantes vão permanecer nas ruas até quinta-feira, com a missão de garantir a paz e impedir alegadas tentativas para criar violência nas concentrações opositoras.

Por outro lado, a oposição, queixando-se de perseguição aos líderes políticos e detenção de vários dirigentes, saíra às ruas a 01 de setembro, quinta-feira, para exigir às autoridades eleitorais que marquem a data para iniciar uma nova etapa do longo processo para realizar um referendo revogatório do mandado de Nicolás Maduro.

Os venezuelanos, incluindo indígenas do estado de Amazonas, iniciaram, há vários dias, marchas a partir várias regiões do interior para participarem na "toma de Caracas", uma concentração que a oposição insiste que ficará para a história e marcará o início da queda de Maduro.

Com quase duas dezenas de pontos de encontro, a oposição pretende encher as avenidas Libertador e Rio de Janeiro para concentrar-se depois na Avenida Francisco de Miranda (leste), chegando mesmo a anunciar que descartou concentrar-se na Avenida Bolívar, lugar onde os chavistas realizam grandes comícios, porque, segundo Jesus Torrealba, secretário da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática, "ficará muito pequena".

Os chavistas insistem que a manifestação será uma repetição dos acontecimentos que, em abril de 2002, afastaram temporariamente Hugo Chávez (que liderou a Venezuela entre 1999 e 2013) do poder, mas a oposição insiste que não marchará até ao palácio presidencial de Miraflores.

Apesar de a Venezuela ter as maiores reservas petrolíferas do mundo, a economia atravessa grandes dificuldades que levaram o Presidente da República a decretar, em janeiro, o estado de emergência económica.

Habituada a lidar diariamente com a insegurança a população queixa-se da alta inflação e de dificuldades para conseguir produtos básicos, alimentos, medicamentos e outros, que escasseiam no mercado local.

Lusa