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Líder da Apple diz que decisão europeia foi "disparate político"

Reuters

O líder da tecnológica norte-americana Apple, Tim Cook, considerou "um disparate político" a decisão de Bruxelas de pedir ao grupo para pagar à Irlanda 13 mil milhões de euros em impostos.

"É um disparate político", afirmou em entrevista ao jornal irlandês Irish Independant, criticando ainda o número indicado sobre os benefícios concedidos em 2014, depois de Bruxelas ter avançado com uma taxa de imposto de 0,005%.

"Foram buscar um número não sei onde. Durante o ano em que a comissão diz que pagámos essa taxa de imposto, pagámos 400 milhões de dólares. Pensamos que devemos ser o maior contribuinte na Irlanda nesse ano", apontou.

A Comissão Europeia afirmou na terça-feira que a Irlanda concedeu benefícios fiscais ilegais à Apple, ordenando a Dublin que recupere 13 mil milhões de euros junto da empresa tecnológica norte-americana por impostos não cobrados entre 2003 e 2014.

Cook defendeu-se de ter beneficiado de um tratamento fiscal privilegiado da Irlanda e disse esperar que o país recorra da decisão.

"Estamos na Irlanda há 37 anos, temos uma história de amor longa e estou confiante que o governo vai tomar a decisão certa, mantendo-se firme e ripostando", adiantou, mas em declarações à televisão RTE.

Cook afirmou também que o grupo que lidera, que também vai recorrer da decisão, "não tem de se desculpar" e que o governo irlandês "não fez absolutamente nada de mal".

Logo depois de ter sido anunciada a decisão de Bruxelas, a Irlanda indicou que iria recorrer, mas a decisão não foi tomada e o governo vai reunir-se na sexta-feira sobre o assunto.

Lusa

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