sicnot

Perfil

Mundo

Rajoy e Sánchez conversam ao telefone sem fixar nova reunião

© Reuters

O chefe do Governo espanhol em funções, Mariano Rajoy, e o secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, tiveram hoje uma conversa de 10 minutos ao telefone em que defenderam posições já conhecidas e sem marcar qualquer encontro posterior.

A conversa foi pedida por Pedro Sánchez, que na segunda-feira anunciou que iria iniciar uma ronda de conversações com todas as forças políticas espanholas para tentar encontrar uma solução que permita desbloquear o impasse para a formação de um Governo, mas ao mesmo tempo recusou liderar uma alternativa.

Segundo uma nota de imprensa do Palácio da Moncloa (sede do Governo espanhol), Mariano Rajoy "convidou o dirigente socialista a refletir sobre o bloqueio político e a desconfiança e mal-estar que o bloqueio está a provocar no conjunto dos cidadãos".

O chefe do Governo em funções "agradeceu a Pedro Sánchez a chamada" telefónica, e os dois "concordaram em continuar a falar sobre o futuro de Espanha", conclui-se no comunicado.

Segundo fontes do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) citadas pela agência EFE, a conversa teve um "tom cordial", Rajoy reiterou a sua proposta de fazer uma "grande coligação" com o PSOE, enquanto Sánches sublinhou que irá votar contra o líder do PP (Partido Popular, de direita) se este voltar a apresentar-se a uma investidura.

Sánchez explicou na segunda-feira que inicia a ronda de encontros para saber "exatamente qual é a posição dos outros partidos políticos", depois de o líder do PP ter fracassado na última sexta-feira a segunda votação de investidura no parlamento, com 180 votos contra e 170 a favor, o mesmo número da votação de dois dias antes.

Esta manhã, num programa da Telecinco, a responsável de Estudos e Programas do PSOE, Meritxell Batet, disse que Pedro Sánchez está disposto a "liderar a alternativa" a Mariano Rajoy, ao mesmo tempo que recordou que isto depende de outros partidos, principalmente do Unidos Podemos (radicais de esquerda) e Ciudadanos (centro-direita).

O PSOE está disposto a liderar essa alternativa, mas são o resto das forças [políticas] que têm de marcar a sua posição e alterar de atitude", defendeu Meritxell Batet.

O atual chefe do Governo em funções e líder do Partido Popular (PP, direita) teve, na votação de sexta-feira, o apoio de 137 deputados do PP, 32 do Ciudadanos e um do partido nacionalista Coligação Canária.

O resto da assembleia votou contra, entre eles os 85 do PSOE e os 71 da coligação Unidos Podemos.

Se o atual impasse não for desbloqueado até 31 de outubro próximo, o rei Felipe VI terá de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições para 54 dias depois, provavelmente em 25 de dezembro.

Se isso acontecer, serão as terceiras eleições legislativas que se realizam no espaço de um ano, depois de na primeira consulta, em 20 de dezembro de 2015, e na segunda, em 26 de junho deste ano, as quatro principais forças políticas espanholas (PP, PSOE, Unidos Podemos e Ciudadanos) não terem conseguido chegar a um acordo para formar um Governo estável em Espanha.

Nas eleições de 26 de junho, o PP foi o partido mais votado (33,0 % dos votos e 137 deputados), seguido pelo PSOE (22,7 % e 85), Unidos Podemos (21,1 % e 71) e Ciudadanos (13,0 % e 32).

Lusa

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • "Reforma da Proteção Civil esgotou prazo de validade"
    2:34

    Tragédia em Pedrógão Grande

    António Costa reconheceu esta quinta-feira que a reforma da Proteção Civil que liderou em 2006 está esgotada, e não pode dar resultados sem uma reforma da floresta. Na mesma altura, o ministro da Agricultura admitiu que os problemas já estavam identificados há uma década, sem explicar por que razão não foram atacados pelo Governo socialista da altura.

  • "De um primeiro-ministro esperam-se respostas, não perguntas"
    0:35

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Assunção Cristas acusa o ministro da Agricultura de ter deitado ao lixo a legislação do anterior Governo que poderia ser útil no combate aos incêndios. O CDS exige uma responsabilização política pela tragédia de Pedrógão Grande, diz que há muito por esclarecer e por esse motivo entregou esta quinta-feira ao primeiro-ministro um conjunto de 25 perguntas.

  • Morreu Miguel Beleza

    País

    Miguel Beleza, economista e antigo ministro das Finanças, morreu esta quinta-feira de paragem cardio-respiratória aos 67 anos.

    Última Hora

  • Revestimento da Torre de Grenfell era tóxico e inflamável
    1:52
  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.