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Turquia favorável a "operação comum" com EUA contra Daesh

A Turquia anunciou esta quarta-feira que é "favorável" à concretização de uma "operação comum" com os Estados Unidos contra Raqqa, o bastião do Daesh no norte da Síria.

"O Presidente Erdogan disse a Barack Obama que a Turquia era favorável à ideia de conduzir uma operação comum", anunciou em conferência de imprensa o vice-primeiro-ministro Nurettin Canikli, numa confirmação das informações divulgadas previamente pelos media e que citavam o Presidente Recep Tayyip Erdogan.

"Prosseguem as discussões entre os exércitos dos dois países. De momento, não existe um esquema preciso", acrescentou.

Segundo diversos media turcos, Erdogan e Obama terão concordado, à margem da cimeira do G20 que decorreu na China, de "fazerem o necessário" para expulsar a organização jihadista de Raqqa, sem fornecerem mais pormenores.

"Raqqa é o mais importante centro do Daesh. Obama deseja que que façamos qualquer coisa em conjunto sobre este assunto", revelou aos jornalistas a bordo do avião que o transportava para a Turquia após o G20, segundo as informações divulgadas pelo diário Hürriyet.

"Disse que não haveria problemas para nós que os nossos militares deveriam reunir-se e discutir. De seguida, faremos o necessário", acrescentou.

Segundo o vice-primeiro-ministro turco, "esta é uma das questões que discutimos com os Estados Unidos. O que poderemos fazer ficará claro após estas discussões".

"Devemos mostrar que estamos presentes na região", sublinhou. "Se recuarmos, os grupos terroristas como o Daech, o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), o PYD (Partido da União Democrática) ou as YPG (Unidades de proteção do povo, uma formação curda da Síria) instalam-se aí".

Ancara desencadeou em 24 de agosto uma operação militar no norte da Síria para expulsar das zonas fronteiriças as forças do Daesh e as milícias curdas sírias.

A ofensiva terá permitido "limpar" uma zona de 772 quilómetros quadrados no norte da Síria da presença dos jihadistas do Daesh e colocá-la sob controlo das forças rebeldes pró-Ancara.

Com Lusa

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