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CIA diz que destruição, sectarismo e matança impedem recomposição de Iraque e Síria

O Iraque e a Síria estão de tal maneira destruídos pela guerra, pelo conflito sectário e pela matança que é incerto "que possam ser reunidos outra vez", afirmou o diretor da CIA, John Brennan.

Durante uma entrevista concedida esta semana ao CTC Sentinel, uma publicação do Centro de Combate ao Terrorismo da academia militar West Point, o dirigente da Agência Central de Informações (CIA, na sigla em Inglês) afirmou que o sistema de direção política nos dois países pode mudar totalmente.

"Não sei se quer o Iraque quer a Síria podem ser reunidos outra vez. Tem havido tanta sangria, tanta destruição, tantas tensões e divisões continuadas, intensas e sectárias", justificou.

"Questiono se iremos ver, durante a minha vida, a criação de um governo central em ambos os países que tenha a capacidade de governar razoavelmente", avançou.

Brennan acrescentou que prevê a ocorrência de algum tipo de estrutura federal a governar regiões autónomas.

Por exemplo, no norte do Iraque e em partes da Síria, as populações curdas já estabeleceram Estados de facto.

Brennan descreveu ainda como o grupo que se designa por Estado Islâmico está a colaborar agora no Iémen com os seus rivais da Al-Qaida para combater inimigos comuns, como os rebeldes Houthi e as forças do governo apoiadas pela coligação árabe.

"Quando mais nos afastarmos do seu [daquele grupo] coração na Síria e no Iraque, mais provável é ver-se a colaboração entre elementos da Al-Qaida, daquele grupo e outros", disse.

"Estamos a vê-lo no Iémen. (...) Há indicações que de facto estão a trabalhar em conjunto", reforçou.

Lusa

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