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Parlamento britânico deve mudar-se para obras de 4,6 mil milhões de euros

© Paul Hackett / Reuters

Os deputados britânicos deverão mudar-se do icónico edifício londrino das Houses of Parliament por seis anos, enquanto este é submetido a obras de recuperação para evitar ser considerado impróprio, indicou esta quinta-feira um relatório parlamentar.

Por detrás da sua fachada neogótica encimada pela mundialmente famosa torre do relógio Big Ben, a sede do parlamento tem sofrido a erosão causada pela poluição atmosférica e está infestada de ratos, o que tem desencadeado avisos de que poderá ter de ser permanentemente abandonada se não forem realizadas obras urgentes.

Após um ano de deliberações, a Comissão Conjunta sobre o Palácio de Westminster recomendou hoje que os deputados da Câmara dos Comuns se mudem para o edifício do Ministério da Saúde, que fica perto, sublinhando existir um risco cada vez maior de "um evento catastrófico".

A Câmara dos Lordes, a câmara alta do parlamento britânico, deverá transferir-se para a menos grandiosa zona do Centro de Conferências Rainha Isabel II, que se situa perto, segundo a comissão, que recomenda que a mudança ocorra de 2022 a 2028.

"O Palácio de Westminster, uma obra-prima da arquitetura e construção vitoriana e medieval, enfrenta uma crise iminente que não podemos responsavelmente ignorar", lê-se no relatório.

"É impossível dizer quando acontecerá, mas existe um risco substancial e crescente de... um evento catastrófico, como um grande incêndio", frisa o documento.

"Se ambas as câmaras libertassem totalmente o palácio, a recuperação levaria menos tempo e evitaria perturbações à atividade parlamentar causadas pelas obras", indicam os relatores.

Apesar de o edifício ter sofrido "extensos danos provocados pela erosão e pela água", o relatório sustenta que não há risco de derrocada.

Se os parlamentares se mudarem, o custo das obras de recuperação será cerca de 3,9 mil milhões de libras (4,6 mil milhões de euros), em contraste com 6 mil milhões de libras (sete mil milhões de euros) se os trabalhos decorrerem com os deputados nas instalações.

Lusa