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Aumenta número de venezuelanos que ponderam emigrar

© Henry Romero / Reuters

Uma sondagem realizada em agosto e divulgada hoje em Caracas dá conta que 57 por cento dos 30,8 milhões de cidadãos radicados na Venezuela pondera emigrar para o estrangeiro, 12% mais que no ano anterior.

"O êxodo massivo de venezuelanos para outros países converte-se no mais grave dos problemas da Venezuela, superior inclusive à falta de abastecimento, ao alto custo da vida e à criminalidade, devido ao seu impacto histórico e às consequências que gera no desempenho da sociedade", afirma-se no estudo da empresa Datincorp.

Na sondagem "Estudo da Conjuntura do País", realizada a 22 de agosto, participaram 1.200 cidadãos de diferentes estratos sociais e de diferentes regiões da Venezuela.

"Ao realizar um cruzamento das variáveis por definição política, encontramos que a quarta parte dos 'chavistas' (simpatizantes do regime) e a maioria absoluta (71%) dos opositores querem ir-se embora", afirma a empresa.

Segundo o estudo, 69% dos jovens, 58% dos adultos e 42% dos cidadãos da terceira idade também querem emigrar, sendo "as mulheres as mais propensas ao êxodo, que os homens".

"O caso venezuelano é mais grave que o de outros países da América Latina, que sempre têm registado altas taxas migratórias. Até há 10 anos os venezuelanos eram o único caso na região que tinha o mais baixo nível migratório. Isso mudou radicalmente depois que Nicolás Maduro assumiu a Presidência da República (em 2013)", afirma.

No entanto, segundo a Dataincorp, "o primeiro grande êxodo começou a produzir-se depois da frustração coletiva que gerou, na oposição, a derrota de La Salida (A Saída, projeto de alguns líderes opositores para afastar o atual Governo), em meados de 2014. Neste momento, segundo diversas investigações, gera-se um segundo grande êxodo. A maioria dos emigrantes são opositores e jovens".

A Venezuela, um dos países com as maiores reservas petrolíferas do mundo, está a ser abalada por uma crise política, económica e social, que levou à declaração, em janeiro último, de um Estado de Emergência Económica, que ainda vigora no país.

Além da alta insegurança e da alta inflação, os venezuelanos lidam diariamente com dificuldades para conseguir alguns produtos básicos como o açúcar, o arroz, a massa, a margarina, o leite, o papel higiénico, e também medicamentos.

Lusa

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