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Turquia permite visita da família ao líder detido do PKK

As autoridades turcas vão permitir que a família do líder detido do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdullah Ocalan, o visite na prisão pela primeira vez em dois anos, referiram hoje os média oficiais.

A sua família será autorizada a encontrar-se com Ocalan na prisão de alta segurança na ilha-prisão de Imrali, arredores de Istambul, no decurso do feriado islâmico do Eid al-Adha que se inicia na próxima semana, referiu a agência noticiosa oficial Anadolu.

Os média turcos precisaram que esta será a primeira visita autorizada à família de Ocalan desde 06 de outubro de 2014. A Anadolu disse que Ocalan se vai encontrar com o seu irmão Mehmet.

Esta autorização foi anunciada quando um grupo de 50 ativistas curdos, incluindo deputados ao parlamento de Ancara, cumpre o sexto dia de uma greve de fome na cidade de Diyarbakir (sudeste), em protesto contra a ausência de informações sobre a situação de Ocalan, incluindo o seu estado de saúde.

Ocalan esteve na fundação do movimento armado curdo em 1978, que pretendia mais direitos para a importante e discriminada população curda da Turquia, e dirigiu a partir de 1984 uma rebelião armada contra o regime de Ancara.

Acabou por ser detido em 1999 pelos serviços secretos turcos, em Nairobi, no Quénia, uma operação com o apoio da agência norte-americana CIA.

O líder curdo foi condenado à morte, sentença comutada em prisão perpétua em 2002, quando a Turquia aboliu a pena máxima.

Ocalan manteve conservações com responsáveis oficiais que implicaram a declaração de um cessar-fogo pelo PKK em 2013, prolongado até meados de 2015, quando recomeçaram os confrontos no sudeste da Turquia, região com maioria de população curda.

O líder detido do PKK reunia-se regularmente com uma delegação do pró-curdo Partido Democrático dos Povos (HDP), mas a última visita ocorreu em abril de 2015.

A última visita oficial a Ocalan foi protagonizada por uma delegação do Comité para a prevenção da tortura (CPT) do Conselho da Europa em abril de 2016. Foi então referido que permanecem apenas quatro detidos em Imrali, no mar de Mármara.

Lusa

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