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Turquia demite 28 presidentes de câmara

O Ministério do Interior turco demitiu e substituiu hoje 28 presidentes de câmara acusados de ligações à guerrilha curda do PKK ou à rede do predicador Fethullah Gülen, que Ancara define como grupos terroristas, e substituiu-os por administradores.

Entre os municípios abrangidos pela medida, a maioria no sudeste, 24 eram dirigidos por autarcas de partidos curdos, agora acusados de ligações à guerrilha do Partidos dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Em outras quatro localidades, três dirigidas pelo islamita conservador AKP, no poder desde 2002, e outra pelo nacionalista MHP, o Ministério do Interior suspeita de contactos com a rede Gülen, que o Governo acusa de organizar o fracassado golpe de Estado de 15 de julho.

Esta medida foi emitida por decreto no âmbito dos poderes especiais garantidos ao Governo pela imposição do estado de emergência no país em 21 julho, na sequência da intentona militar.

Pelo menos 12 munícipes foram detidos e a polícia reforçou as medidas de segurança nos edifícios municipais que foram hoje ocupados pelos novos administradores, referiu a agência noticiosa espanhola EFE.

O partido de esquerda e pró-curdo HDP, terceira força no parlamento de Ancara, criticou esta intervenção e já referiu que não a aceitará.

Os administradores designados pelo executivo vão dirigir estes municípios até uma nova decisão do Ministério do Interior, ou à convocação de eleições locais.

A EFE perspetiva uma forte reação a esta medida no sudeste do país, onde se encontra a maioria dos municípios abrangidos pela medida e se concentra a importante minoria curda da Turquia.

A internet deixou de funcionar em 15 províncias do sudeste, sem que até ao momento existam explicações oficiais para esta interrupção.

Lusa

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