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A única árvore que sobreviveu aos atentados de 11 de Setembro

© AP

Tinha (quase) tudo para não resistir. Foi o último ser vivo a ser resgatado dos escombros do World Trade Center, após os atentados do 11 de Setembro.

Foi batizada "Árvore Sobrevivente".

Três semanas após os ataques, foi descoberta entre os destroços uma pereira-de-jardim, árvore da espécie Pyrus Calleryana. Foi a única que sobreviveu entre centenas de exemplares.

Estava coberta de cinza, queimada e aparentemente sem vida. Ficou reduzida a menos de 2 metros e meio. Tinha na altura cerca de 30 anos.

O "The New York Times" escreveu que "um olhar menos atento teria pensado que a árvore estaria sem vida".

Foi levada para um viveiro em Bronx, Nova Iorque, onde esteve a ser tratada, durante anos.

Em 2010, já com 10 metros de altura, voltou a "casa" aquando da construção do Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro.

© Reuters

Nesse mesmo ano a "Árvore Sobrevivente" resistiu a uma tempestade. Michael Bloomberg, na altura Mayor de Nova Iorque, chegou a chamar-lhe "símbolo de resiliência da cidade".

A famosa pereira-de-jardim tornou-se ainda estrela de um documentário que estreou em 2014, "The Trees".

Durante cinco anos, Scott Elliott, seguiu a construção da parte paisagística do memorial e realizou o filme que regista, além da plantação de 420 carvalhos brancos dos pântanos, o regresso da "Árvore Sobrevivente".

A história tinha-se tornado quase mitológica. Sabia-se da existência da pereira mas desconhecia-se para onde tinha sido levada. Quem projetou o memorial sabia que este não estaria completo sem ela.

Este excerto do documentário "The Trees" conta toda a história.

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