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Acordo de cessar-fogo na Síria é a "última chance" de salvar o país

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, defendeu que o acordo EUA-Rússia sobre a Síria, que entrou esta segunda-feira em vigor, representa a "última chance de salvar" aquele país, devastado pela guerra desde 2011.

"Acreditamos que a única solução realista e viável para o conflito é, em última análise, uma solução política", declarou o norte-americano, que falava aos jornalistas em Washington.

Kerry declarou, contudo, ser ainda "muito cedo para tirar conclusões" sobre o acordo que entrou hoje em vigor.

O cessar-fogo entrou em vigor às 19:00 locais (17:00 de Lisboa) em todo o país, exceto nas parcelas de território controladas por grupos 'jihadistas'.

Embora o Governo do Presidente sírio, Bashar al-Assad, tenha assinado o documento, negociado e defendido por Washington e Moscovo, a oposição e os grupos rebeldes não deram ainda a sua aprovação oficial ao fim das hostilidades.

Na sequência desta trégua, o Exército sírio anunciou hoje a suspensão das suas operações militares no país a partir da entrada em vigor da mesma.

A suspensão das operações "aplicar-se-á no território da República Árabe Síria durante sete dias, das 19:00 (de hoje, 17:00 em Lisboa) até 18 de setembro à meia-noite (22:00 de Lisboa)", indicou o Exército, num comunicado difundido pela televisão estatal.

"O Exército reserva-se o direito de ripostar de forma consequente e de utilizar todos os meios militares para responder a todas as violações [do cessar-fogo] por parte dos grupos armados", precisou ainda.

O Exército sírio está atualmente a combater em várias frentes: em Alepo (norte), na região de Lattaquia (oeste), na região de Damasco e no sul do país.

Por seu turno, a Rússia anunciou a suspensão dos ataques aéreos "em todo o território" da Síria, exceto nas zonas controladas pelos "grupos terroristas".

"Hoje, o regime de cessar-fogo será aplicado a todo o território sírio", anunciou o general Serguei Rudskoï, do Estado-Maior russo, precisando contudo que "a aviação russa prosseguirá os seus ataques contra alvos terroristas".

Ao apresentarem as grandes linhas do seu acordo na sexta-feira, Moscovo e Washington não disseram publicamente quais eram as zonas consideradas "terroristas", ou seja, controladas por 'jihadistas', como os do grupo Estado Islâmico (EI) e os do grupo Fateh al-Cham (ex-Frente al-Nosra).

Lusa

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