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Candidata da Europa de Leste pode entrar na corrida a secretário-geral da ONU

© Francois Lenoir / Reuters

A búlgara Kristalina Georgieva, vice-presidente da Comissão Europeia, pode entrar na corrida ao cargo de secretário-geral da ONU nos próximos dias, segundo imprensa búlgara.

A candidata seria uma escolha da Alemanha e da sua chanceler, Angela Merkel, que terá procurado apoio para Georgieva durante a última cimeira do G20, noticiaram meios de comunicação búlgaros.

Uma porta-voz do Ministério dos Negócios estrangeiros russo, criticou a alegada promoção da candidatura de Kristalina Georgieva pela Alemanha referindo que o Presidente russo, Vladimir Putin, disse a Angela Merkel que "a nomeação de um candidato para o cargo de secretário-geral da ONU é um decisão soberana de um pais e qualquer tentativa de influenciar essa decisão direta ou indiretamente é inaceitável".

A Bulgária já nomeou uma candidata para o cargo, Irina Bokova, directora-geral da UNESCO, que tem sido a mulher mais bem posicionada nas primeiras quatro votações informais no Conselho de Segurança da ONU e que tem o apoio do Kremlin.

O ex-primeiro ministro português António Guterres venceu as primeiras quatro votações informais para o cargo, que aconteceram em 21 de julho, 5 de agosto, 29 de agosto e 9 de setembro.

Nenhuma regra impede um país de nomear dois candidatos, mas é algo que nunca aconteceu.

Nada impede um candidato de ser nomeado por um país que não o seu, embora isso também nunca tenha acontecido, e foi avançado que o nome de Georgieva poderia ser proposto pela Hungria, Croácia e Letónia, com o apoio da Alemanha.

O chefe de gabinete do presidente da Comissão Europeia, Martin Selmayr, partilhou no Twitter uma notícia que dava conta da nomeação de Georgieva e escreveu que "seria uma grande perda" para a União Europeia, mas que a Búlgara "seria uma forte secretária-geral da ONU, faria muitos europeus orgulhosos" e seria um "sinal forte" para a igualdade de género.

A ONU já realizou apresentações, entrevistas e debates com todos os 12 candidatos ao cargo, o que permitiu um nível de envolvimento público sem precedentes.

Embora permitida pelos estatutos da organização, que permanecem inalterados, uma nomeação tão tardia seria um retrocesso nesta tentativa de tornar o processo mais transparente.

Duas novas votações estão agendadas: uma semelhante às primeiras quatro, que acontece a 26 de setembro, e uma na primeira semana de outubro, em que os votos dos membros permanentes do conselho, que têm poder de veto sobre os candidatos, serão destacados.

A organização espera ter encontrado o sucessor de Ban Ki-moon, que termina o seu segundo mandato no final do ano, durante o outono.

Lusa

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