sicnot

Perfil

Mundo

Há uma linguagem universal e secreta partilhada pelos seres humanos

© Michaela Rehle / Reuters

Pessoas de todo o mundo, de diferentes países e línguas, usam os mesmo sons em palavras que descrevem os objetos ou os conceitos mais comuns. Uma linguagem escondida que não tínhamos consciência de existir.

O primeiro estudo que se debruçou sobre os sons de milhares de línguas sugere que os seres humanos falam uma espécie de "linguagem universal". Contraria assim o princípio da linguística moderna de que não há qualquer ligação entre os sons e os significados das palavras.

"Estes padrões sonoros são encontrados (em línguas) pelo mundo, independentemente da dispersão geográfica dos seres humanos e independentemente da linhagem linguística", afirma um dos responsáveis pela investigação, Morten H. Christiansen, da Universidade Cornell, nos EUA.

A equipa de Christiansen juntou cientistas de vários países e diferentes áreas do conhecimento - físicos, linguistas, analistas informáticos - para investigar mais de dois terços (62%) das linguagens usadas por todo o mundo nos dias de hoje.

A análise incidiu no vocabulário básico de cada língua, sobretudo nas palavras usadas para descrever até 100 conceitos do dia-a-dia: cão, orelha, água, dente, tu.

Encontraram uma grande relação estatística entre conceitos e sons que as pessoas vocalizam.

Por exemplo: a palavra para nariz tem geralmento o som "neh"; as palavras vermelho e redondo têm o som "r".

"Não quer dizer que todas as palavras (nas várias línguas) tenham estes sons, mas a relação é muito maior do que aquela que antes suponhamos", declarou Christiansen, citado pela Science Alert.

  • Porque é que Melania e Ivanka vestiram preto para conhecer o Papa

    Mundo

    Melania e Ivanka chegaram ao Vaticano de preto, uma escolha muito questionada. De vestidos longos e véus, as mulheres Trump seguiram assim o dress code aconselhado nas audiências com o Papa. Também Michelle Obama usou uma vestimenta do género, em 2009, quando visitou Bento XVI.

  • Escola de Vagos castiga alunos por protesto contra a homofobia e preconceito

    País

    Os alunos da Escola Secundária de Vagos, no distrito de Aveiro, organizaram um protesto contra o que consideram homofobia e preconceito. Segunda-feira, depois de duas alunas se terem beijado foram chamadas à direção da escola, que as terá informado que não podiam beijar-se em público. O protesto foi gravado e partilhado nas redes sociais. Em declarações à SIC Notícias, um dos alunos disse que todos os envolvidos no protesto vão ser alvos de um processo disciplinar. O Bloco de Esquerda já pediu esclarecimentos ao Ministério da Educação.

    EXCLUSIVO

    Rita Pedras