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Recusada liberdade a agente de Pinochet condenado a 386 anos de prisão

A justiça chilena negou esta terça-feira a concessão de liberdade condicional ao ex-brigadeiro Miguel Krassnoff, condenado a 386 anos de prisão por violações de direitos humanos durante a ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990).

Segundo fontes judiciais, depois de acolhido o recurso interposto pelo ex-membro da polícia política de Pinochet, DINA, o tribunal de Recursos de Santiago recusou a pretensão, por unanimidade.

A justiça chilena argumentou que "o postulante carece de comportamento impecável" para obter o pretendido.

Segundo o órgão judicial, Krassnoff, um dos agentes da repressão militar com mais condenações no Chile, apresenta "problemas de comportamento, uma vez que na avaliação psicológica contacta-se que nega a participação nos delitos pelos quais cumpre condenação".

A decisão invocou ainda que Krassnoff "justifica a sua atuação com as necessidades da época, mostra consciência insuficiente do crime, da destruição e do mal causado, apenas reconhece circunstancialmente e de maneira incompleta a autoria dos crimes, sem evidenciar uma necessidade autêntica de mudança de atitude face aos crimes".

Krasnoff foi detido em 2001, acusado de participar em raptos e desaparecimentos entre 1973 e 1974, quando era tenente do Exército colocado em comissão de serviço na Direção de Informações Nacional (DINA).

Durante a ditadura de Pinochet, segundo números oficiais, cerca de 3.200 chilenos foram assassinados por agentes do Estado, dos quais 1.192 ainda estão desaparecidos, e outros 33 mil foram detidos e torturados por causas políticas.

Lusa

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