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Acusação pede 3 anos prisão para ex-ministro francês por fraude e branqueamento

© Charles Platiau / Reuters

Uma representante do Ministério Público francês pediu hoje a condenação a três anos de prisão efetiva do ex-ministro do Orçamento Jérôme Cahuzac por fraude fiscal e branqueamento.

Segundo a agência France-Presse, a procuradora Eliane Houlette afirmou em tribunal que a pena pedida constitui o único castigo justo para "a traição" de "sacrificar todos os princípios à avidez do lucro".

A acusação pediu ainda a condenação da mulher do ex-ministro, Patricia Cahuzac, a dois anos de prisão efetiva por ter "ultrapassado" o marido "na dissimulação de bens perante o fisco".

Cahuzac, 64 anos, está a ser julgado desde 5 de setembro em Paris por fraude fiscal, incorrendo numa pena de sete anos de prisão e multa de um milhão de euros.

O caso remonta a janeiro de 2013, quando o site "Mediapart", dirigido pelo ex-diretor do jornal Le Monde, Edwy Plenel, divulgou uma gravação de uma conversa telefónica atribuída a Cahuzac, na qual este se mostrava preocupado com a possibilidade da revelação da existência de uma conta em seu nome no banco UPS, em Genebra.

O então ministro negou repetidamente as acusações, incluindo perante a Assembleia Nacional, mas em abril do mesmo ano demitiu-se e admitiu ter mentido sobre a conta no estrangeiro, que detinha há cerca de 20 anos.

O diário suíço Le Temps noticiou na altura que uma investigação judicial realizada na Suíça permitiu detetar a conta do ex-ministro, depois de buscas efetuadas ao banco UBS e ao pequeno banco privado Reyl et Cie, conhecido pela sua clientela não suíça.

Segundo o jornal, foram as conclusões da investigação que levaram à mudança de posição de Cahuzac e à sua confissão.

Lusa

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