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Congresso dos Estados Unidos prepara novas sanções contra a Venezuela

O Congresso norte-americano aprovou esta quinta-feira uma proposta que prevê novas sanções contra Caracas e insta a Venezuela a libertar os presos políticos e a respeitar os processos constitucionais e democráticos, entre eles o referendo revogatório presidencial.

A aprovação da proposta de lei, segundo a imprensa venezuelana, foi feita pelo sub-comité para o Hemisfério Ocidental com base num projeto da senadora democrata Debbie Wasserman Schultz.

A proposta, segundo o diário El Nacional, expressa "a profunda preocupação pela crise política, económica, social e humanitária na Venezuela" e insta a que sejam libertados os presos políticos, entre eles o opositor Leopoldo López, detido numa cadeia militar e condenado por situações de violência ocorridas durante manifestações que convocou contra o Presidente Nicolás Maduro, em 2014.

Por outro lado, apela a respeitar os processos constitucionais e democráticos, sublinhando que a oposição venezuelana exerce pressão, desde há meses, para que o Conselho Nacional Eleitoral fixe uma data para a realização de um referendo revogatório do mandado de Nicolás Maduro.

O Congresso dos Estados Unidos aprovou, a 06 de julho último, a renovação por mais três anos das sanções impostas em 2014 a 62 funcionários do Governo do Presidente Nicolás Maduro, alegadamente envolvidos em corrupção e em violações dos Direitos Humanos.

As sanções incluem a proibição de entrada nos Estados Unidos e o congelamento de bens. Entre os visados está o diretor-geral dos serviços secretos e o diretor da Polícia Nacional Bolivariana.

Em finais de agosto de 2016, 33 congressistas norte-americanos, democratas e republicanos, pediram aos secretários de Estado, John Kerry, e do Tesouro, Jack Lew, que sejam impostas sanções a mais funcionários venezuelanos, por considerarem que "a democracia está a fracassar no país".

Segundo os congressistas, existem "dezenas de outros funcionários venezuelanos, incluindo no Supremo Tribunal e na justiça federal, juízes em vários Estados, promotores nacionais e estaduais, polícias e agentes de segurança, diretamente envolvidos em violações dos Direitos Humanos, nos esforços para minar a democracia e corrupção pública. Muitos desses indivíduos permanecem com acesso livre ao sistema financeiro dos EUA".

Lusa

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