sicnot

Perfil

Mundo

Milhares de manifestantes protestam na Alemanha contra Acordo de Comércio com EUA

Milhares de manifestantes protestam na Alemanha contra Acordo de Comércio com EUA

© Fabrizio Bensch / Reuters

Dezenas de milhares manifestantes desfilaram hoje nas ruas de Berlim e de outras seis cidades alemãs em protesto contra o Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos (TTIP), bem como o Canadá (CETA).


A marcha de protesto, com cerca de 30.000 manifestantes, arrancou ao meio dia, da praça Alexanderplatz, no centro de Berlim, em direção ao antigo lado oriental da capital alemã, segundo fontes policiais.

O protesto foi convocado pelos sindicatos, organizações ambientalistas e também religiosas, para quem, tanto o TTIP como o CETA, irão provocar danos ambientais e reduzirão os níveis e a qualidade de vida dos europeus.

Noutras cidades, como Colónia, Hamburgo e Frankfurt, foram convocadas manifestações semelhantes também para hoje.

Estas manifestações seguem-se à grande mobilização que ocorreu na capital alemã, em que participaram 150.000 pessoas, segundo a polícia, e 250 mil, de acordo com números divulgados pelos organizadores.

Em abril, também se realizou uma outra grande manifestação em Hanover, na véspera da visita a esta cidade do presidente norte-americano, Barack Obama.

A manifestação de hoje coincidiu com o regresso do ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, ao Canadá, que teve a ver com o CETA, cuja aprovação deverá ser submetida ao parlamento da União Europeia.

Sobre o TTIP, Gabriel admitiu recentemente numa entrevista à televisão alemã que as negociações com os Estados Unidos tinham "de facto" fracassado.

Estas declarações foram posteriormente suavizadas por fontes governamentais alemãs, segundo as quais a Chanceler Angela Merkel vê, todavia, a possibilidade de se chegar a um acordo, pelo que defende que as negociações devem continuar.

  • Sporting de Braga eliminado da Liga Europa
    2:01
  • Dissolução da União Soviética aconteceu há 25 anos

    Mundo

    Assinalaram-se esta quinta-feira 25 anos desde o fim do acordo que sustentava a União Soviética. A crise começou em 80, mas aprofundou-se nos anos 90 com a ascensão de movimentos nacionalistas em praticamente todas as repúblicas soviéticas.