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Coreia do Sul rejeita ajudar Coreia do Norte após graves inundações

O Governo da Coreia do Sul considerou hoje muito improvável que ofereça ajuda à Coreia do Norte para aliviar os graves danos causados pelas recentes inundações, devido à situação de conflito político entre os dois países.

"Mesmo se a Coreia do Norte nos pedir ajuda, acreditamos não haver grandes possibilidades de disponibilizar assistência, considerando a situação atual", disse à agência espanhola Efe uma representante do Ministério da Unificação de Seul.

Até ao momento, o regime de Kim Jong-un não pediu ajuda ao país vizinho para enfrentar os danos do tufão Lionrock, que causou 133 mortos e 395 feridos, além de 100 mil deslocados, segundos dados de Pyongyang publicados na semana passada pela Cruz Vermelha.

O Ministério da Unificação sul-coreano criticou hoje o facto de "apesar de ter sofridos graves danos devido às inundações", a Coreia do Norte ter realizado "pouco depois um teste nuclear", em referência ao quinto ensaio atómico efetuado a 9 de setembro.

Assim, o Governo da Coreia do Sul instou o Norte a "centrar-se nos esforços de reabilitação e bem-estar do seu povo, ao invés de gastar dinheiro no seu programa nuclear".

O desastre natural ocorrido nos finais de agosto, no nordeste do país, também danificou cerca de 35 mil casas, 24 mil das quais ficaram totalmente destruídas -- 140 mil pessoas ainda precisam de ajuda urgente.

Diversas organizações internacionais, incluindo a Cruz Vermelha e agências humanitárias da ONU, trabalham na restauração de áreas afetadas pelas inundações.

Entre as organizações que prestam ajuda à Coreia do Norte não há nenhuma sul-coreana, já que Seul impõe restrições a trocas bilaterais devido às relações tensas, derivadas dos testes de mísseis e nucleares de Pyongyang.

Lusa

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