sicnot

Perfil

Mundo

Depois dos sacos, copos e talheres de plástico proibidos em França

© Gleb Garanich / Reuters

A França é o primeiro país a banir a loiça de plástico. A partir de 2020, pratos, copos, talheres terão de ser fabricados com materiais biodegradáveis.

A nova lei surge na sequência da proibição total de sacos de plástico nas lojas, decretada em julho deste ano, no âmbito da Lei de Transição Energética para um Crescimento Verde. Com este plano, a França quer ser líder mundial na adopção de práticas ambientais sustentáveis para a redução da emissão de gases com efeito de estufa.

Só em 2015 foram utilizados em França 4,37 mil milhões de copos de plástico. Nos supermercados, 17 mil milhões de sacos de plástico. A distribuição gratuita destes sacos está agora proibida no ato da compra na caixa e o mesmo vai acontecer aos sacos de plástico da secção das frutas e vegetais a 1 de janeiro de 2017.

A 15 de fevereiro do ano passado, Portugal introduziu uma taxa de dez cêntimos sobre os sacos de plástico, de forma a incentivar a reutilização. Cerca de um ano e meio depois, o estudo "Primeiro Grande Inquérito Sustentabilidade em Portugal" concluiu que a taxa incentivou a reutilização para 70% dos portugueses.

Até 2020, os fabricantes terão de se adaptar à nova lei. A equipa da ministra do Ambiente Segolene Royal prevê que, dentro de três anos, 50% do material com que são fabricados estes utensílios será biodegradável.

Associações de defesa do ambiente por todo o mundo saudaram esta nova legislação, sublinhando que são medidas como estas que devem ser aplicadas para que não se confirme a previsão de que em 2050 haverá mais plástico nos mares do que peixes.

Nem todos estão satisfeitos com esta medida, nomeadamente os fabricantes. Em declarações à AP, a organização que representa os fabricantes de embalagens europeus - Pack2Go Europe - garantiu que vai lutar contra esta nova lei porque contraria os seus direitos.

Entre outras questões que levantam, os fabricantes alegam que ainda não há tecnologia para produzir recipientes biodegradáveis capazes de conter comida e líquidos quentes. Afirmam ainda que não há provas de que materiais biodegradáveis sejam de facto amigos do ambiente e duvidam mesmo que tais substitutos sejam mesmo biodegradáveis.

O facto é que estamos a fazer 20 vezes mais plástico que há 50 anos, a maioria embalagens. E a produção deverá duplicar nos próximos 20 anos.

  • Atropelamento em Copacabana fere 15 e mata bebé de 18 meses
    1:13

    Mundo

    Pelo menos uma pessoa morreu e 15 ficaram feridas num atropelamento na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no Brasil. O condutor, um homem de 41 anos, diz ter perdido o controlo do carro, invadiu a calçada, percorreu 15 metros e só parou no areal de uma das zonas mais turísticas do Brasil. A polícia militar confirmou, entretanto, em comunicado que não há qualquer indício de que se tenha tratado de um ataque terrorista e avançou que o condutor sofreu um ataque de epilepsia.

  • A casa dos horrores
    7:57
  • PGR e presidente do Supremo deixam recado à ministra da Justiça
    2:45
  • Rui Rio tem sentido "alguma turbulência" no PSD
    2:01

    País

    Rui Rio e Pedro Passos Coelho tiveram esta quinta-feira a primeira reunião, desde que foi eleito o novo líder do PSD. À saída, Passos Coelho desejou que esta transição decorra com naturalidade. Já Rui Rio disse que tem sentido alguma turbulência no partido.

  • Sindicatos rejeitam fim das baixas médicas até três dias
    2:02

    País

    A CGTP quer levar o tema das baixas médicas à Concertação Social, já a UGT diz que há outras matérias prioritárias. Ainda assim as duas centrais sindicais lembram que a não justificação de faltas pode dar origem a um despedimento por justa causa. Esta quinta-feira o bastonário da Ordem dos Médicos propôs ao Governo que acabe com as baixas de curta duração, até três dias.

  • Papa interrompe percurso no Chile para ajudar polícia
    0:21
  • "Mundo à Vista" no Gana
    7:38