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Eleições russas foram "transparentes" mas há ainda desafios democráticos

O Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE) definiu esta segunda-feira as eleições parlamentares russas de domingo como "transparentes", mas assinalou que há ainda "desafios nos compromissos democráticos" do país, nomeadamente na Crimeia.

Os Estados-membros da União Europeia, frisa o SEAE, não reconhecem a anexação da península da Crimeia pela Rússia, nem os resultados eleitorais aí obtigos no domingo.

A UE pediu agora às autoridades russas para "fazerem o máximo" para irem ao encontro das "recomendações" do SEAE, escreve a agência de notícias AFP.

Esta foi a primeira vez que a Crimeia participa em eleições russas desde que a península, que fazia parte da Ucrânia, foi anexada por Moscovo em março de 2014, na sequência de um referendo que a maioria da comunidade internacional não reconhece.

A Rússia Unida, o partido do Presidente russo, Vladimir Putin, conquistou 343 dos 450 lugares que compõem a Duma, ou Câmara dos Deputados, anunciou hoje a diretora da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova.

Nas eleições de domingo, a Rússia Unida aumentou a representação parlamentar em 105 lugares, disse Pamfilova, em conferência de imprensa.

"É possível que se registem algumas pequenas correções, mas não se esperam alterações significativas", acrescentou Pamfilova, uma vez que estes resultados correspondem a 93,1% dos votos contados.

A Rússia Unida obteve 140 lugares através de listas partidárias e 203 em círculos eleitorais uninominais.

Em segundo lugar ficou o Partido Comunista com 42 lugares, seguindo-se o ultranacionalista Partido Liberal Democrático, que elegeu 39 deputados.

Lusa

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