sicnot

Perfil

Mundo

Rússia e regime sírio negam ataque aéreo contra coluna humanitária

© Ammar Abdullah / Reuters

O ministério da Defesa da Rússia garantiu hoje que nem a sua aviação nem a aviação síria atacaram na segunda-feira uma coluna de ajuda humanitária na Síria, levantando dúvidas sobre se os veículos terão sequer sido atacados pelo ar.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) e o Crescente Vermelho deram conta na segunda-feira de um ataque aéreo contra uma coluna humanitária perto de Auram al Kubra, a oeste da província síria de Alepo, no qual 18 camiões carregados com alimentos e medicamentos foram destruídos por aviões não identificados. Os camiões atingidos faziam parte de uma coluna de 31 veículos da ONU e do Crescente Vermelho sírio, que iam entregar ajuda a 78 mil pessoas em Orum al-Koubra, precisou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.

O governo dos Estados Unidos responsabilizou hoje a Rússia pelo ataque aéreo, apelidando-o de "bombardeamento".

"A aviação russa e a aviação síria não lançaram qualquer ataque aéreo contra uma coluna humanitária da ONU a sudoeste de Alepo", declarou o general Igor Konachenkov, porta-voz do ministério num comunicado citado pelas agências russas.

O general lançou dúvidas sobre se a coluna terá sido atacada pelo ar. "Estudamos atentamente as imagens de vídeo dos supostos 'ativistas' presentes no local e não encontramos quaisquer sinais de impactos de armas na coluna", realça o ministério.

"Não há crateras, a estrutura dos veículos não está danificada e não sofreram o sopro [da explosão] de um ataque aéreo", concluiu.

Para as forças armadas russas, estas imagens de vídeo do ataque - que não captadas pelo exército russo - não mostram mais do que "o resultado de um incêndio, que - como por acaso - começou no momento em que foi desencadeada uma forte ofensiva dos rebeldes sobre Alepo".

Segundo as forças russas, os combatentes da Frente Fateh al-Cham (ex-Frente al-Nosra) lançaram uma iniciativa na segunda-feira perto de Alepo, "apoiada por intenso fogo de artilharia e de tanques, bem como lança-róquetes múltiplos de diversos modelos".

Anteriormente o Kremlin tinha anunciado que o exército russo abriu um inquérito sobre este tema.

Vinte civis e um elemento do Crescente Vermelho sírio morreram no ataque contra a coluna humanitária. Hoje a ONU suspendeu as suas colunas humanitárias, na sequência do ataque de segunda-feira.

Também o exército sírio negou hoje, pouco depois de o russos o terem feito, que a sua aviação tenha bombardeado a coluna.

O chefe do departamento da ajuda humanitária da ONU, Stephen O'Brien, declarou hoje que se se comprovar que o ataque contra a coluna humanitária foi um "ato deliberado", então poderá constituir "um crime de guerra".

Lusa

  • Pelo menos 12 mortos em ataque a coluna humanitária da ONU
    2:19

    Mundo

    Uma coluna de ajuda humanitária foi atingida por ataques aéreos a poucos quilómetros de Aleppo, na Síria. Pelo menos 12 voluntários morreram, naquele que foi o primeiro grande ataque depois do fim do cessar fogo negociado entre Rússia e Estados Unidos. As Nações Unidas expressaram indignação perante o ataque a avisaram que se tiver sido intencional, representa um crime de guerra.

  • ONU suspende ajuda humanitária na Síria

    Mundo

    As Nações Unidas anunciaram que vão suspender toda a ajuda humanitária na Síria depois de camiões da ONU terem sido alvo de um ataque aéreo, próximo de Aleppo. A coluna humanitária tinha as autorizações necessárias, também a Rússia e os Estados Unidos tinham sido notificados, informou um porta-voz da ONU.

  • O encontro emocionado de Marcelo com a mãe de uma das vítimas dos fogos
    0:30
  • Proteção Civil garante que já não há desaparecidos
    1:40
  • "Depois de sair da autoestrada o vidro do carro ainda estava a ferver"
    2:01
  • "O fogo chegou de repente. Foi um demónio"
    2:15
  • O desabafo de um empresário que perdeu "uma vida inteira de trabalho" no fogo
    2:08
  • O testemunho emocionado de quem perdeu quase tudo
    2:10
  • As comunicações entre operacionais no combate às chamas em Viseu
    2:27
  • Houve "erros defensivos que normalmente a equipa não comete"
    0:38

    Desporto

    No final do jogo, quando questionado sobre a ausência de Casillas no onze do FC Porto, Sérgio Conceição referiu que a equipa apresentada era aquela que lhe oferecia garantias. Quanto ao jogo, o treinador portista reconheceu que a equipa cometeu vários erros defensivos.

  • "Cometemos erros e há que tentar corrigi-los"
    0:41

    Desporto

    No final do jogo em Leipzig, Iván Marcano desvalorizou a ausência de Iker Casillas e entendeu que o facto de o guarda-redes ter ficado no banco não teve impacto na equipa. Já sobre o jogo, o central espanhol garantiu que não correu da forma como os jogadores esperavam.

  • Norte-americana foi à discoteca e tornou-se princesa

    Mundo

    A história de Ariana Austin é quase como um conto de fadas moderno. A jovem vai até ao baile, onde conhece o seu príncipe. Só que a norte-americana foi a uma discoteca e, na altura, não sabia que Joel Makonnen era na verdade um príncipe da Etiópia e que casaria com ele 12 anos depois, tornando-se também ela numa princesa.