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Cruz Vermelha apela a doações para ajudar Coreia do Norte após cheias

© Reuters

A Cruz Vermelha apelou esta quarta-feira a doações para ajudar a Coreia do Norte, fustigada por intensas inundações, desejando angariar 15,5 milhões de dólares, e alertou para um "desastre secundário" no país se assistência urgente não for providenciada.

Pelo menos 138 pessoas morreram e quase 400 estão desaparecidas depois de chuvas torrenciais causarem cheias que devastaram vilas no nordeste do país, informou a ONU na semana passada.

De acordo com as Nações Unidas, 140 mil pessoas precisam de assistência. A Federação Internacional da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla inglesa) disseram que cerca de 70 mil continuam sem casa depois de dezenas de milhares de casas terem sido danificadas ou destruídas.

"As pessoas já estavam vulneráveis antes deste desastre mas agora estão em perigo de chegar a um ponto sem retorno", disse Chris Staines, líder da delegação da IFRC em Pyongyang, em comunicado.

"O inverno está à porta e quando juntamos o impacto das cheias e os riscos que as pessoas agora enfrentam, podemos ver um desastre secundário aqui nos próximos meses", disse Staines, após uma visita às zonas afetadas.

Com as temperaturas de inverno a ameaçar cair até aos 30 graus negativos, o fundo de 15,5 milhões de dólares vai ser usado para fornecer bens de emergência essenciais, incluindo tendas, medicamentos e carvão a sete mil famílias.

Imagens publicadas por meios de comunicação oficiais mostram estradas e estações destruídas, bem como casas envolvidas em paredes de lama, enquanto centenas de pessoas, muitas cobertas de terra, lutavam para remover os escombros.

A empobrecida e isolada Coreia do Norte é vulnerável a desastres naturais, especialmente cheias, em parte devido à desflorestação e más infraestruturas.

Pelo menos 169 pessoas morreram numa enorme tempestade no verão de 2012.

No entanto, grande parte dos recursos governamentais está a ser consumida por um programa nuclear fortemente criticado pela comunidade internacional.

A Coreia do Norte, já sujeita a severas sanções económicas devido aos seus testes de mísseis e nucleares, enfrenta a possibilidade de mais sanções após o quinto ensaio, realizado no dia 9 de setembro.

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