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Jornal do Partido Comunista cubano publica pela primeira vez nota oficial dos EUA

O diário oficial cubano Granma publicou esta quarta-feira, pela primeira vez desde a sua fundação em 1965, uma nota da embaixada dos Estados Unidos sobre as presidenciais de novembro, num sinal do desanuviamento as relações entre os dois países.

O órgão oficial do Comité Central do Partido Comunista de Cuba (PCC) publicou num suplemento nas páginas centrais a "Informação aos cidadãos americanos que residem em Cuba", precisando a forma de inscrição dos votantes na embaixada ou através da internet.

Em declarações à agência noticiosa France-Presse um porta-voz da representação diplomática norte-americana declarou-se "feliz" por esta publicação, resultante do reinício das relações diplomáticas entre os dois países em julho de 2015.

"O Granma publica regularmente mensagens de outras embaixadas. Para nós também é possível, porque já somos uma embaixada", prosseguiu, antes de precisar que à semelhança do habitual o diário cubano não pediu qualquer contribuição.

A representação diplomática dos EUA não referiu o número de cidadãos norte-americanos que residem na ilha.

Após o anúncio no final de 2014 sobre a reaproximação, os dois países conseguiram concretizar diversos progressos, incluindo o reinício oficial das suas relações interrompidas em 1961, dois anos após a revolução cubana e no ano da invasão da "Baía dos porcos". As embaixadas foram reabertas em Washington e Havana em julho e agosto de 2015.

No entanto, a normalização completa das relações permanece por resolver na sequência do embargo norte-americano imposto à ilha das Caraíbas desde 1962, na sequência da "Crise dos mísseis", e que permanece em vigor.

Havana também exige a restituição da base de Guantánamo, ocupada pelos Estados Unidos desde 1903, e o abandono das leis migratórias 'ad hoc' que encorajam os cubanos e emigrar ilegalmente para o vizinho do norte.

No dia 8 de novembro os eleitores norte-americanos vão optar entre a democrata Hillary Clinton, adepta da política de aproximação iniciada pelo Presidente Barack Obama, e o republicano Donald Trump, que parece propor uma política mais dura face ao Governo de Raúl Castro.

Lusa

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