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Juan Manuel Santos afirma na ONU que "guerra terminou na Colômbia"

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, dirigiu-se esta quarta-feira à Assembleia geral da ONU com um discurso que refletiu o seu entusiasmo pelo recente acordo de paz com as FARC, ao proclamar que "a guerra terminou na Colômbia".

Santos, que discursou com uma pomba branca na lapela, utilizou a tribuna da Assembleia geral da ONU para sublinhar as vantagens de um acordo de paz negociado durante seis anos e que põe termo a um conflito armado com mais de meio século.

"Terminou o último e mais velho conflito armado no hemisfério ocidental", afirmou. "Terminou um conflito armado que deixou mais de 220.000 mortos e mais de oito milhões de vítimas", acrescentou o chefe de Estado colombiano.

Santos discursou perante a Assembleia geral da ONU logo após ter entregado no Conselho de Segurança o Acordo para o Fim do Conflito que foi alcançado em Havana em 24 de agosto, seguido cinco dias depois por um cessar-fogo generalizado.

No seu discurso na ONU, Santos frisou que, devido ao acordo, "desde então não houve um único morto, um único ferido, uma única bala disparada, devido ao conflito com as FARC".

Recordou ainda que a assinatura formal do acordo vai decorrer na próxima segunda-feira em Cartagena de Indias (norte da Colômbia) e que no dia 2 de outubro será submetido a um referendo.

O chefe de Estado da Colômbia assinalou ainda que a sua comparência perante a tribuna com maior projeção internacional decorre quando se celebra o Dia Internacional da Paz, celebrado por antecipação pela ONU na semana passada.

"Assisti em sete oportunidades a esta Assembleia para vos falar dos avanços e expetativas do processo de paz que o Governo da Colômbia iniciou com a guerrilha das FARC, a maior e mais antiga guerrilha do continente americano", acrescentou.

"Hoje, em nome dos cerca de 50 milhões de colombianos, quero expressar, desde o fundo do coração, a nossa gratidão perante a comunidade internacional pelo seu apoio contínuo e permanente à paz na Colômbia", afirmou ainda o Presidente colombiano.

Lusa

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