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Primeiro-ministro do Japão defende "novos meios" para deter Coreia do Norte

© Mike Segar / Reuters

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse esta quarta-feira, na tribuna da ONU, que o mundo tem de encontrar "novos meios" de deter a Coreia do Norte após os seus recentes testes nuclear e balístico.

"A ameaça que tem como alvo a comunidade internacional torna-se cada vez mais grave e concreta. São necessários novos meios para lhe responder, diferentes daqueles utilizados até agora", sublinhou Abe perante a 71.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque.

"A ameaça atingiu uma dimensão totalmente diferente da que parecia ter até agora", explicou, referindo-se aos aparentes esforços de Pyongyang para miniaturizar as suas ogivas nucleares e eventualmente instalá-las em mísseis intercontinentais.

O primeiro-ministro japonês não precisou que meios equaciona utilizar contra Pyongyang, que está já sujeito a severas sanções internacionais.

Abe é conhecido por fazer declarações firmes sobre a Coreia do Norte e fez da revisão da pacifista Constituição do Japão um dos seus cavalos de batalha, por ela proibir ao país qualquer operação militar ofensiva desde a Segunda Guerra Mundial.

A Coreia do Norte levou a cabo no início de setembro o seu quinto ensaio nuclear, o maior alguma vez realizado, e que foi precedido de muitos testes de mísseis balísticos.

Um dos mísseis disparados de território norte-coreano nas últimas semanas penetrou na zona económica exclusiva ao largo do Japão.

Estes testes, que violam as resoluções da ONU, foram condenados pela comunidade internacional.

O Conselho de Segurança da ONU, de que o Japão é atualmente membro não permanente, considera a imposição de novas sanções à Coreia do Norte, que deverão ser negociadas entre Washington e Pequim.

A China, vizinha e única aliada de Pyongyang, está a esforçar-se por proteger o regime comunista por medo de o ver ruir e dar lugar a uma Coreia unida sob a influência norte-americana.

A Coreia do Norte está sujeita a várias séries de sanções internacionais, ainda reforçadas em março deste ano, desde o seu primeiro ensaio nuclear, em 2006. Mas tal não a dissuadiu de prosseguir a bom ritmo os seus programas militares.

Lusa

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