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Queijo queimado com 3 mil anos

Pote de barro com 3 mil anos com resíduos de queijo queimado

Museum Silkeborg

Na Idade do Bronze, as famílias também queimavam a comida no fogão. Uma descoberta na Dinamarca vem provar que o método tentativa-erro na cozinha é intemporal.

Na região montanhosa do centro da Dinamarca, os arqueólogos descobriram um pote de barro intacto com resíduos de uma substância carbonizada que parece ter sido um dia queijo.

"É uma substância vítrea, esponjosa que parece ser o resultado de deixarmos algo ao lume durante tanto tempo que acaba por ficar em cinzas", explica Kaj F. Rasmussen, diretor de arqueologia do Museu de Silkeborg.

Normalmente, utensílios com esta idade são encontrados aos bocados, a maioria perto de áreas com água o que destrói todo e qualquer material orgânico que tenham contido. Mas este pote de barro que resistiu à passagem do tempo foi encontrado bem enterrado numa cova onde não apanhou nem muita chuva nem esteve exposto ao oxigénio, pelo que a comida em cinzas se preservou.

Depois da análise microscópica aos resíduos, a equipa de Kaj teve a sua resposta: "O que encontrámos foram lípidos de bovino".

Depois da análise microscópica aos resíduos, a equipa de Kaj teve a sua resposta: "O que encontrámos foram lípidos de bovino. Pensamos que fosse proveniente do estômago de vacas, onde as bactérias produzem estes ácidos gordos".

Anteriores descobertas arqueológicas provaram que o homem faz queijo há pelo menos 7 mil anos - mas esta descoberta da Idade do Bronze prova também há muito que o método tentativa-erro é utilizado na culinária.

"Todos sabemos o que acontece quando queimamos queijo - fica um cheiro insuportável", diz Kaj. "Suponho que este recipiente estaria a deitar imenso fumo e a empestar o local por isso alguém teve de se livrar dele - e a forma mais simples era a de o levar para o exterior e enterrá-lo - e assim se limpa uma cozinha".

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