sicnot

Perfil

Mundo

Cientistas duvidam que se possa limitar aquecimento gobal a 1,5ºC

Cientistas do clima reunidos esta semana em Oxford (Reino Unido) consideram que será "muito difícil" alcançar o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 graus celsius, tal como ficou definido na Conferência de Paris, em dezembro.

Em dezembro, a comunidade internacional - sob a égide da ONU - fixou o compromisso de limitar o aumento da temperatura a valores "bem abaixo dos 2 graus celsius" em relação à era pré-industrial, desejavelmente nos 1,5 graus.

"Nesta fase, não temos mais do que alguns cenários que apontam para esse objetivo (do aumento máximo de 1,5°), e trata-se de casos particulares", sublinhou a climatóloga francesa Valérie Masson-Delmotte, citada pela agência France Presse.

Os diferentes modelos climáticos incluem centenas de cenários para reduzir - com a velocidade adequada - a emissão de gases com efeito de estufa, que estão na origem de um aquecimento global que atingiu valores nunca vistos. No entanto, apenas um punhado de cenários hipotéticos resultam num aumento inferior aos 1,5° fixados em Paris.

"Este objetivo de 1,5 graus apanhou a comunidade científica de surpresa", explicou Jim Hall, diretor do Instituto de Alterações Ambientais de Oxford, que acolhe até domingo uma conferência dedicada a este tema.

O objetivo dos 2°C já tinha sido fixado na conferência sobre o clima de Copenhaga, em 2009. Mas no final de 2015, perante um número cada vez maior de desastres climatéricos, os dirigentes de todo o mundo decidiram impor um objetivo mais exigente, de 1,5°C.

Vários países, sobretudo economias emergentes, criticaram os possíveis efeitos desta decisão para a evolução do seu crescimento.

No final, a decisão foi saudada como uma vitória política, em particular para os países mais vulneráveis, ilhas ou países costeiros.

Os cientistas recordam que, neste momento, a tendência mundial será de um aquecimento global de pelo menos 3°C até ao final do século, o que representaria muitas áreas devastadas e a extinção de numerosas espécies.

"A má notícia (para o objetivo 1,5º) é que nós já estamos a dois terço do caminho", recorda Hall, recordando que o planeta já aqueceu mais +1°C em relação ao nível anterior à Revolução Industrial.

Se o objetivo de 2°C era já considerado muito ambicioso, tanto a nível técnico como político, para numerosos cientistas é quase impossível atingir o limiar dos 1,5º Celsius.

Lusa

  • Paulo Macedo pede calma para o bem do banco
    1:45

    Caso CGD

    Paulo Macedo falou pela primeira vez desde que foi eleito o novo Presidente da Caixa Geral de Depósitos e, para o bem do banco público, pediu calma a todos. Passos Coelho veio dizer que a recapitalização da Caixa pode ter de ser feita no verão do próximo ano para salvaguardar o défice deste ano. Já António Costa preferiu não comentar as declarações de Passos e diz que o banco público há muito que precisava de ser recapitalizado.

  • Condutores continuam com dúvidas em como circular numa rotunda
    2:06

    País

    Circular nas rotundas continua a ser um problema para muitos condutores. Cerca de 3 mil foram multados nos últimos três anos depois da entrada em vigor do novo código, os números são avançados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Os instrutores de condução dizem que a medida provoca mais confusão nas horas de ponta.

  • O que aconteceu à menina síria que relatava a guerra no Twitter?
    1:59
  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados". Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade.