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Estado de emergência na Carolina do Norte após noite de violência

Estado de emergência na Carolina do Norte após noite de violência

O Governador do estado norte-americano da Carolina do Norte declarou o estado de emergência na quarta-feira, após nova noite de distúrbios violentos na cidade de Charlotte, por causa da morte de um afro-americano pela polícia.

"Declarei o estado de emergência e iniciei esforços para destacar a Guarda Nacional e a Patrulha de Autoestradas para assistir a polícia local" em Charlotte, escreveu o governador Pat McCrory no Twitter.

Um manifestante foi atingido por uma bala e ficou gravemente ferido -- inicialmente as autoridades indicaram que o homem morreu, mas depois clarificaram que se encontra em estado crítico, sublinhando que o disparo terá vindo de um civil, já que a polícia não abriu fogo.

Além deste, pelo menos sete polícias e dois manifestantes sofreram ferimentos e foram assistidos por serviços médicos.

O jornal The New York Times publicou uma fotografia de um manifestante com uma arma na mão.

"Não podemos tolerar a violência, não podemos tolerar a destruição de propriedade, não toleraremos os ataques a polícias que estão a acontecer", disse McCrory à CNN.

Não foi especificado quantas pessoas foram detidas, mas estima-se um número elevado, já que os manifestantes causaram danos substanciais a mobiliário urbano, lojas, casas e veículos.

A polícia respondeu com gás lacrimogéneo e projéteis de borracha.

Charlotte vive a segunda noite de distúrbios depois de um polícia matar, na terça-feira, o afro-americano Keith Lamont Scott, de 43 anos, que segundo as autoridades estava armado, apesar de não ter sido esclarecido se apontou a arma contra os agentes.

Os familiares de Scott, por seu lado, asseguraram que o homem estava à espera que o seu filho regressasse da escola e negaram que tivesse uma arma.

Numa conferência de imprensa, a presidente da câmara de Charlotte, Jennifer Roberts, apelou à calma e prometeu total transparência na investigação ao caso.

Ao seu lado, o chefe da polícia de Charlotte, Kerr Putney, afirmou que "a história é muito diferente da que foi contada nas redes sociais" e assegurou que os agentes pediram a Scott que largasse a arma que transportava quando saiu do veículo.

O chefe da polícia garantiu que no local do incidente foi encontrada uma arma perto do corpo da vítima e não um livro, que a família disse que Scott estava a ler enquanto esperava que o seu filho regressasse da escola.

O caso ficou registado em vídeo graças às câmaras que os polícias implicados transportavam, mas as autoridades mostraram-se reticentes a torná-lo público.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou com Roberts ao telefone e também com o presidente da câmara de Tulsa (Oklahoma), Dewey Bartlett, onde na passada sexta-feira a polícia matou Terence Crutcher, um afro-americano desarmado que viu o seu carro avariar no meio da estrada.

Sobre os casos de Charlotte e Tulsa, a candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, disse que a morte de afro-americanos às mãos da polícia "começa a ser intolerável", enquanto o seu rival Donald Trump qualificou os acontecimentos como "trágicos" e prometeu que tornará os Estados Unidos "novamente seguros".

Este ano, a polícia dos Estados Unidos já matou 706 pessoas, incluindo 173 afro-americanos, de acordo com dados do Washington Post.

Com Lusa

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