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FARC vão ser movimento político

Timoleon Jimenez ou "Timochenko" será confirmado como chefe supremo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que se deverá transformar num movimento político, disse esta quinta-feira o comandante Carlos Antonio Lozada, membro do Estado-Maior da guerrilha colombiana.

A confirmação de "Timochenko" será feita durante o último dia da conferência da guerrilha colombiana, que termina sexta-feira e que se realizou para que as FARC se pronunciassem sobre o acordo de paz com o Governo colombiano.

"Não há dúvidas de que Timochenko será ratificado" como comandante em chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, afirmou Carlos Antonio Lozada.

As FARC foram chamadas a votar no histórico acordo de paz, conseguido a 24 de agosto com o Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, depois de quase quatro anos de negociações, que decorreram em Cuba.

Desde que foi nomeado comandante das FARC, em 2011, Rodrigo Londono, 57 anos, mais conhecido como Timochenko, tem promovido uma solução negociada para o conflito armado, que dura há mais de meio século.

O líder das FARC e o Presidente colombiano assinam segunda-feira o acordo final, que recebeu um amplo apoio da comunidade internacional. Uma cerimónia que deve contar com a participação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Para entrar em vigor, o acordo de paz deverá, depois da sua assinatura, ser igualmente aprovado pelos eleitores colombianos em referendo, a realizar a 2 de outubro.

O complexo conflito armado colombiano provocou mais de 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

Lusa

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