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Líder do PSOE vai propor que partido tente formar Governo

© Andrea Comas / Reuters

O secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, vai propor ao Comité Federal do partido que mantenha o "não" a um Governo liderado por Mariano Rajoy e que os socialistas devem liderar a formação de um executivo alternativo ao atual executivo.

Sánchez irá levar estas propostas ao órgão máximo entre congressos do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol que se reúne a 01 de outubro próximo, segundo fontes da direção dos socialistas, que acompanham Sánchez na campanha eleitoral para o Parlamento do País Basco, e que estão a ser citadas pela imprensa espanhola.

Com esta posição, Pedro Sanchez tenta obter apoios contra a posição de alguns dirigentes socialistas, como a secretária-geral do partido na Andaluzia, Susana Días, que defende que "com 85 votos não se pode governar" Espanha.

No Comité Federal do PSOE, os socialistas tentarão encontrar uma saída para o atual impasse político e evitar novas eleições.

Alguns barões do PSOE têm criticado a direção e defendido a necessidade de se abrir um debate interno para discutir as várias alternativas para desbloquear o impasse atual.

A tarefa de Pedro Sánchez poderá complicar-se se o resultado das eleições deste domingo na Galiza e no País Basco confirmarem as indicações das sondagens que dão conta de uma diminuição do peso dos socialistas nestas Comunidades Autónomas espanholas.

O líder do PP (Partido Popular, de direita) e presidente em funções do Governo espanhol, Mariano Rajoy, fracassou a 02 de setembro a segunda votação de investidura no Congresso dos Deputados, tendo 180 deputados votado contra e 170 a favor, o mesmo número da votação de dois dias antes.

Com a ameaça de convocação de eleições pela terceira vez no espaço de um ano cada vez mais perto, o PP já revelou que irá apresentar uma iniciativa para reformar a Lei Eleitoral e evitar que os espanhóis votem no Dia de Natal.

Se o atual impasse não for debloqueado até 31 de outubro próximo, o rei Felipe VI terá de dissolver o parlamento e convocar novas eleições para 54 dias depois, 25 de dezembro.

Se isso acontecer, serão as terceiras eleições legislativas que se realizam no espaço de um ano, depois de na primeira consulta, em 20 de dezembro de 2015, e na segunda, em 26 de junho deste ano, as quatro principais forças políticas espanholas (PP, PSOE, Unidos Podemos e Ciudadanos) não terem conseguido chegar a um acordo para formar um Governo estável em Espanha.

Nas eleições de 26 de junho, o PP foi o partido mais votado (33 por cento dos votos e 137 deputados), seguido pelo PSOE (22,7% e 85), Unidos Podemos (21,1% e 71) e Ciudadanos (13,0% e 32).

Lusa

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