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Oposição venezuelana promete manter luta por referendo revogatório presidencial

A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) recusou esta quinta-feira a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela de remeter o referendo revogatório do Presidente Nicolás Maduro para meados do primeiro trimestre de 2017.

A oposição insiste que, apesar da decisão do CNE, é possível realizar a consulta popular antes do fim do ano e anunciou que se manterá em "pé de luta", com protestos, para que o referendo revogatório presidencial tenha lugar ainda este ano.

"As condições contradizem o espírito e a letra da Constituição. Virá uma jornada nacional de mobilização, protestos massivos, pacíficos, mas enérgicos, em defesa dos direitos da população e da Constituição. Esses senhores (Governo) vão encontrar um país em pé de luta, em defesa da Carta Magna" disse o secretário da MUD.

Em declarações aos jornalistas, em Caracas, Jesus Chuo Torrealba, insistiu que o Executivo mostrou "debilidade" ao sugerir "o cenário mais restritivo e violador" para o referendo

A oposição venezuelana quer realizar um referendo revogatório ainda em 2016 e tem acusado o CNE de atrasar propositadamente a calendarização das diferentes etapas do processo, para demorar a saída de Nicolás Maduro do poder.

Se o referendo se realizar até 10 de janeiro de 2017 deverão ser convocadas novas eleições presidenciais, segundo a legislação venezuelana.

Na noite de quarta-feira o CNE afastou a possibilidade de o referendo se realizar antes de meados do primeiro trimestre de 2017.

Se o referendo ocorrer depois de 10 de janeiro de 2017, o vice-Presidente da Venezuela em funções, atualmente Aristóbulo Isturiz, assumirá os destinos do país até 2019, quando termina o atual mandato presidencial.

Lusa

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    Rita Pedras