sicnot

Perfil

Mundo

Perto de 300 rebeldes e famílias deixam o último bairro rebelde de Homs

Perto de 300 rebeldes sírios e as suas famílias abandonaram esta quinta-feira o último bairro rebelde de Homs (centro) no âmbito de um acordo com o regime, anunciou o governador provincial.

Trata-se da segunda vez que um acordo do tipo é aplicado no bairro de Waer, depois do alcançado em dezembro entre o regime e rebeldes, sob os auspícios da ONU e que previa que o setor passasse para o controlo do exército em troca do levantamento do cerco.

"Foram 123 homens armados e 157 membros das suas famílias que tomaram a direção do norte da província de Homs", indicou aos jornalistas o governador Talal al-Barazi.

Um correspondente da agência France Presse no local viu dezenas de rebeldes, aos quais o acordo permitiu guardarem as suas armas ligeiras, saírem do bairro de Waer com mulheres e crianças.

Os rebeldes, com pouca bagagem, entraram em autocarros verdes, na presença de soldados sírios e russos.

O emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, criticou recentemente a estratégia do regime de forçar a saída de habitantes de localidades que sitiava, como aconteceu em Daraya, ex-feudo rebelde perto de Damasco que foi esvaziada dos seus habitantes após ter estado quatro anos sitiada.

"Partilho o vosso receio acerca do facto de, depois de Daraya, podermos ter outras Darayas e isso poderá ser a estratégia de uma das partes neste momento", declarou Mistura aos jornalistas no início de setembro, no final de uma reunião em Genebra do grupo de trabalho sobre ajuda humanitária na Síria.

"Devemos ignorar o facto de que existe claramente uma estratégia neste momento para fazer em Waer e em Muadamiyat Al-Sham como em Daraya", insistiu Mistura na ocasião, lembrando que 75.000 vivem em Waer enquanto Daraya só tinha alguns milhares de habitantes (perto de 8.000, segundo estimativas).

Uma fonte próxima da administração de Homs disse que o acordo não implica uma política de esvaziar o bairro de Waer dos seus 75.000 habitantes.

"Os civis que partiram hoje são as famílias dos homens armados. Nenhum dos outros civis partiu e são bem acolhidos no bairro", indicou a mesma fonte à AFP.

Em tempos designada a "capital da revolução", Homs foi palco de manifestações em massa em 2011, no início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad.

Após dois anos de intensos combates, o exército recuperou em maio de 2014 a quase totalidade da terceira cidade da Síria, com exceção do bairro de Waer.

Cinco anos de guerra na Síria causaram já mais de 300.000 mortos e obrigaram milhões a abandonarem as suas casas.

Lusa

  • DJ Avicii morre aos 28 anos

    Cultura

    Tim Bergling, conhecido por Avicii e um dos mais famosos DJ's do mundo, morreu aos 28 anos. A notícia foi avançada pelo site TMZ, que adianta que o DJ e produtor sueco foi encontrado morto esta sexta-feira em Muscat, em Omã, e os detalhes da morte ainda não são conhecidos.

    SIC

  • "Não andámos a tomar calmantes, nem a dar abracinhos"
    0:52

    Desporto

    Rui Vitória recusa atirar a toalha ao chão. O treinador do Benfica acredita que ainda muito pode acontecer e revela a motivação da equipa depois da derrota com o FC Porto na Luz, que levou à perda da liderança a quatro jornadas do fim.

  • Porque erram os árbitros?
    2:03

    Desporto

    Num momento em que a polémica em redor da arbitragem está acesa e que nem o videoárbitro parece ter contribuído para a pacificar o futebol, em Leiria juntaram-se treinadores e homens do apito para se entender porque erram os árbitros.

  • "Se não querem que vos baixem as calças, não se tornem modelos"

    Mundo

    "Se não querem que vos baixem as calças, não se tornem modelos", esta foi apenas uma das declarações de Karl Lagerfeld sobre as denúncias de abuso sexual, que estão a marcar o mundo do cinema, da música e da moda. Numa entrevista, o diretor criativo da Chanel e da Fendi declarou mesmo que estava farto do #MeToo, o movimento usado para denunciar estes casos de abusos por todo o mundo.

    SIC

  • Viagem de balão para ver as cerejeiras em flor
    14:27
  • Niassa foi o 4.º lince-ibérico libertado a ser atropelado em Portugal
    1:33

    País

    Uma fêmea de lince-ibérico foi encontrada morta com sinais de atropelamento na A22, próximo de Olhão. A fêmea, criada em cativeiro, tinha sido libertada no Vale do Guadiana em fevereiro de 2017. É o quarto lince-ibérico, que tinha sido libertado na natureza, que morre atropelado em Portugal.

  • "Há uma aceitação do lince no território"
    3:33

    País

    Apesar de já se terem registado em Portugal quatro atropelamentos de linces libertados na natureza, em entrevista à SIC, Pedro Rocha, do Departamento do Alentejo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), disse que o programa de reintrodução "tem corrido bastante bem", não só devido às condições do habitat e disponibilidade de alimento, mas também porque "há uma aceitação do lince no território". Desde 2015, foram libertados no Vale do Guadiana 33 linces e 16 já nasceram em estado selvagem.

  • EUA acusam Síria de tentar apagar provas de alegado ataque químico em Douma
    1:28
  • Já pode escolher uma morte amiga do ambiente

    Mundo

    Preocupa-se com o ambiente? Recicla? Prefere andar a pé ou partilhar transportes? Então saiba que a partir de agora a morte também pode ser amiga do ambiente. Desde caixões degradáveis de vime a cremação líquida, já é possível diminuir o impacto ambiental da morte.

    SIC

  • O "anjo" que quer ensinar raparigas a programar
    2:59