sicnot

Perfil

Mundo

Alterações climáticas ameaçam produção mundial de café

As alterações climáticas estão a ameaçar a produção de café. Um novo relatório, que analisou diferentes estudos, conclui que o aumento global da temperatura está a afetar o fornecimento de café na maioria dos países.

"Receamos que em 2050 possamos assistir a uma quebra de 50% na produção mundial de café", refere em entrevista à ABC News Molly Harriss Olson, diretor executivo do Comércio Justo da Austrália e Nova Zelândia, uma das organizações que financiou o relatório.

© Mario Anzuoni / Reuters

No topo das preocupações relativas à redução da produção de café está a possibilidade de, por volta do ano 2080, estar extinta a variedade de café selvagem, fundamental para os produtores.

O novo relatório intitulado "A Brewing Storm" foi elaborado pelo australiano Climate Institute, entidade independente sem fins lucrativos que se dedica ao estudo e investigação de questões relacionadas com alterações climáticas e ambiente.

Esta não é a primeira vez que se alerta para o problema da quebra da produção de café, em consequência das alterações climáticas, mas este documento tem o mérito de reunir e realçar os aspetos mais relevantes de várias investigações sobre o tema.

Em países como a Colômbia, o Brasil, a Etiópia e o Vietname, onde as temperatura subiram em média 1,3 graus Celsius, a produção de café já foi afetada. Na Tanzânia, onde 2,4 milhões de pessoas trabalham na indústria do café, a produtividade registou uma quebra de 50%, quando comparada com os valores de 1960.

© Sigit Pamungkas / Reuters

Um dos grandes problemas é que uma das duas principais variedades, o café Arábica, que representa 70% da produção global, é muito sensível ao calor. Com temperaturas elevadas, a planta desenvolve-se depressa demais e frutifica antes do tempo, afetando a qualidade do grão.

As consequências do aquecimento global na destruição das barreiras de coral ou no degelo dos glaciares têm sido amplamente divulgadas, mas o efeito do aumento da temperatura do planeta em algumas culturas tem também de ser acautelado. A produção de café não será a única a sofrer em grande escala com o flagelo ambiental.

  • Paulo Macedo pede calma para o bem do banco
    1:45

    Caso CGD

    Paulo Macedo falou pela primeira vez desde que foi eleito o novo Presidente da Caixa Geral de Depósitos e, para o bem do banco público, pediu calma a todos. Passos Coelho veio dizer que a recapitalização da Caixa pode ter de ser feita no verão do próximo ano para salvaguardar o défice deste ano. Já António Costa preferiu não comentar as declarações de Passos e diz que o banco público há muito que precisava de ser recapitalizado.

  • Condutores continuam com dúvidas em como circular numa rotunda
    2:06

    País

    Circular nas rotundas continua a ser um problema para muitos condutores. Cerca de 3 mil foram multados nos últimos três anos depois da entrada em vigor do novo código, os números são avançados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Os instrutores de condução dizem que a medida provoca mais confusão nas horas de ponta.

  • O que aconteceu à menina síria que relatava a guerra no Twitter?
    1:59
  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados". Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade.