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Aviões sírios e russos atacam Alepo e matam pelo menos três pessoas

© Reuters

Aviões sírios e russos atacaram esta sexta-feira, durante a noite e madrugada, áreas da cidade de Alepo controladas pelos rebeldes, matando pelo menos três pessoas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os ataques deixaram ainda dezenas de feridos e o OSDH teme que haja mais mortos entre os escombros.

Os raides aéreos surgiram depois de o exército sírio anunciar uma nova ofensiva para recuperar o controlo de toda a cidade.

Pelo menos 30 ataques atingiram o leste da cidade, controlado pelos rebeldes, durante a noite e início da manhã de hoje, acrescentou o OSDH.

O diretor desta organização sediada em Londres, Rami Abdel Rahman, disse que aviões russos foram vistos a realizar o ataque, ao lado da aviação russa.

"Os Sírios lançam bombas de barril e a aviação russa lança ataques", disse à AFP.

Um correspondente da agência francesa adiantou que dois centros de defesa civis foram danificados no bombardeamento.

O exército sírio anunciou na quinta-feira à noite que lançaria uma nova ofensiva para retomar as partes da cidade que ainda estão controladas pelos rebeldes.

O Observatório disse tratar-se de "uma ofensiva terrestre de grande escala apoiada pelos raides aéreos russos com o objetivo de retomar, pouco a pouco, o setor oriental de Alepo e esvaziá-lo dos seus residentes".

Uma trégua negociada entre a Rússia e os EUA suspendeu temporariamente a violência este mês, mas foi interrompida ao fim de uma semana sem que se verificasse a prometida entrega de bens de ajuda humanitária.

O enviado das Nações Unidas Staffan de Mistura avisou: "O que está a acontecer é que Alepo está a ser atacada e toda a gente está a voltar ao conflito".

Alepo foi em tempos o centro comercial e industrial da Síria, mas foi destruída pelo conflito e dividida entre o controlo governamental, no oeste, e rebelde, no leste, desde meados de 2012.

Os distritos controlados pelos rebeldes têm estado cercados pelo exército desde há dois meses.

Mais de 300 mil pessoas já morreram na Síria desde que o conflito começou com protestos antigovernamentais em março de 2011.

Lusa

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