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Novos bombardeamentos atingem Alepo a horas de reunião de urgência na ONU

© Abdalrhman Ismail / Reuters

Aviões sírios e russos voltaram hoje a bombardear o leste de Alepo, controlada pelos rebeldes, a horas de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir a pior onda de violência na cidade em anos.

Os habitantes da cidade relataram um bombardeamento intensivo durante a noite no leste da cidade, cercado desde julho e cujo controlo o exército sírio prometeu retomar.

Pelo menos 101 pessoas, na maioria civis, foram mortas em bombardeamentos sírios e russos no leste de Alepo desde que o exército anunciou a operação, na quinta-feira, segundo dados do Observatório Sírio dos Direitos humanos.

A organização diz que pelo menos 17 crianças estão entre os mortos no ataque, que incluiu o lançamento de mísseis, bombas-barril e fogo de artilharia.

Os habitantes contam que no sábado à noite caíram muitas bombas de fragmentação no leste da cidade, onde cerca de 250 mil pessoas vivem sob um cerco do governo desde julho.

No sábado, o secretário-geral da ONU manifestou-se consternado pela escalada da violência em Alepo e o Reino Unido, França e os EUA pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.

A reunião está agendada para as 16:00 (hora de Lisboa), mas não é claro que resultado poderá ter, já que Washington e Moscovo têm trocado acusações sobre o falhanço do cessar-fogo acordado na semana passada.

Washington e os seus aliados europeus dizem ser responsabilidade de Moscovo salvar a trégua.

"É responsabilidade da Rússia provar que tem vontade e capacidade de tomar os passos extraordinários para salvar os esforços diplomáticos", pode ler-se num comunicado conjunto do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, EUA e União Europeia.

No entanto, a Rússia acusa Washington pela falência do cessar-fogo, afirmando que os EUA não cumpriram o seu compromisso de assegurar que os rebeldes moderados se afastam dos grupos islamitas como a Frente Al-Nusra.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, por seu lado, disse no sábado que o seu governo está confiante na vitória, com a ajuda dos seus "verdadeiros amigos", como a Rússia, o Irão e o grupo shiita libanês Hezbollah.

Lusa

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