sicnot

Perfil

Mundo

Suíços aprovam hoje aumento do controlo dos serviços secretos sobre os cidadãos

© Christian Hartmann / Reuters

Os suíços deverão aprovar hoje em referendo o aumento da capacidade dos serviços secretos de inteligência e vigilância do país para controlar a vida privada dos cidadãos com o objetivo de reforçar a luta contra o terrorismo, segundo várias sondagens.

De acordo com a pesquisa do jornal Le Temps, a iniciativa deverá ter o apoio de 66% dos eleitores.

Os helvéticos deverão assim permitir que as autoridades monitorizem as comunicações (contactos telefónicos e por correio eletrónico) e a colocar câmaras ou microfones, entre outras coisas, em suspeitos, sempre com a autorização prévia das autoridades judiciais e executivas do país.

A lei permitirá que seja vigiada uma pessoa que regressou de um lugar com ativistas radicais islâmicos, supostos espias ou grupos armados estrangeiros.

Até à data, a legislação suíça em vigor prevê que as autoridades só podem usar as informações que estão disponíveis de forma pública ou obtidas a partir de outros serviços de inteligência estrangeiros.

As autoridades do país argumentam que a nova regulação não vai tão longe como em países mais rígidos, como os Estados Unidos.

Já aqueles que se opõem argumentam que pode minar a 'sacrossanta' neutralidade helvética ao permitir a cooperação mais estreita com serviços de inteligência exteriores.

A nova lei foi aprovada o ano passado, mas não foi executada porque os seus opositores convocaram um referendo para o revogar, o que falharam.

Além disso, também hoje, os suíços rejeitaram uma iniciativa destinada a reduzir o consumo de recursos naturais do país para um máximo que é sustentável para proteger o meio ambiente hoje, assim como se opuseram a um plano que visava aumentar as pensões dos aposentados, com mais de 60% dos votos em ambos os casos, também segundo sondagens do Le Temps.

Lusa

  • Troika nem sempre protegeu os mais vulneráveis, conclui avaliação do FMI

    Economia

    O organismo de avaliação independente do FMI concluiu que as medidas aplicadas pela troika em Portugal nem sempre protegeram as pessoas com menos rendimentos, apontando que a primeira preocupação do Fundo era a redução dos défices, apurou o gabinete independente de avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI),

  • "A maioria das pessoas que criticou André Ventura nunca viveu esses problemas"
    3:43

    Opinião

    A polémica em torno das declarações do candidato do PSD à Câmara de Loures, André Ventura, sobre o modo de vida da etnia cigana no concelho, esteve em análise no Jornal da Noite desta segunda-feira. Miguel Sousa Tavares defende que "os problemas existem mas não podem ser generalizados". O comentador SIC considera, ainda assim, que André Ventura tem razão quando diz que "a maioria das pessoas que o criticou nunca viveu esses problemas".

    Miguel Sousa Tavares