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Ex-ministro brasileiro do PT detido na Operação Lava Jato

reuters

A Polícia Federal (PF) brasileira deteve hoje o ex-ministro Antônio Palocci, no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga um grande esquema de corrupção no Brasil, divulgou a imprensa brasileira.

De acordo com o portal de notícias G1, Antônio Palocci (do Partido dos Trabalhadores/PT), que foi ministro da Casa Civil no Governo da Presidente Dilma Rousseff e ministro das Finanças no Governo de Lula da Silva, foi preso no âmbito da 35.ª fase da Operação Lava Jato, batizada de "Omertà".

A prisão do ex-ministro foi pedida pela PF e acatada pela Justiça. Os polícias também cumprem mandados na casa e no escritório do ex-ministro.

As suspeitas sobre Palocci surgiram na delação premiada (denúncia em troca de redução de pena) de outro acusado na Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Costa disse que, em 2010, Alberto Youssef (outro alegado envolvido no esquema de corrupção detido no âmbito da Operação Lava Jato) lhe pediu dois milhões de reais (cerca de 550 mil euros) da quota de subornos do Partido Progressista (PP) para a campanha presidencial de Dilma Rousseff e o pedido terá sido feito por encomenda de Palloci.

Segundo a PF, a atual fase investiga indícios de uma relação criminosa entre um ex-ministro com o comando da principal construtora do país, o grupo Odebrecht.

"Há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens económicas ao grupo empresarial nas mais diversas áreas de contratação com o poder público, tendo sido ele próprio e personagens do seu grupo político beneficiados com vultosos valores ilícitos", referiu a PF.

Ao todo, nesta fase da Lava Jato foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar depoimento) em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Baía, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

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