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Fumar deixa marcas duradouras no ADN

reuters

Os fumadores ficam com a "pegada" do seu vício inscrita nos genes durante muito tempo. Uma marca que pode ser usada para identificar e desenvolver tratamentos para doenças relacionadas com o tabaco, conclui novo estudo agora publicado.

Publicado na revista da Associação norte-americana do Coração, "Circulation: Cardiovascular Genetics", o estudo conclui que o tabagismo pode afetar o genoma humano, através através da metilação - um processodo qual as células controlam a atividade dos genes.

A análise de quase 16 mil amostras de sangue de fumadores, ex-fumadores e não fumadores concluiu que o fumo de tabaco deixa um legado na superfície do ADN dos fumadores.

Stephanie J. London, uma das autoras, explica que os resultados mostram que mesmo depois de um indivíduo deixar de fumar, ainda se observam os efeitos do tabagismo no seu ADN.

"A notícia encorajadora é que, uma vez que se deixa de fumar, a maioria dos sinais de metilação voltam aos níveis de um não fumador após cinco anos, o que significa que o corpo está a tentar curar-se dos efeitos nocivos do consumo do tabaco", explica também Roby Joehenes, outro dos autores do estudo.

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